Portugueses pessimistas com economia e preocupados com segurança social

Portugueses estão mais pessimistas com a situação económica do país e preocupados com questões de saúde, segurança social, ou custo de vida. Mais: 55% das pessoas não confiam no Governo.

Portugueses pessimistas com economia e preocupados com segurança social

Portugueses pessimistas com economia e preocupados com segurança social

Portugueses estão mais pessimistas com a situação económica do país e preocupados com questões de saúde, segurança social, ou custo de vida. Mais: 55% das pessoas não confiam no Governo.

Portugueses estão mais pessimistas com a situação económica do país, que a maioria considera má, e preocupados com questões de saúde, segurança social, ou custo de vida. É esta a conclusão do inquérito Eurobarómetro de primavera sobre a vida nos Estados-membros da União Europeia (UE), que inclui Portugal e teve por base mais de mil entrevistas presenciais, que decorreram entre 8 e 18 de junho em solo nacional.

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55% dos portugueses não confia no Governo

Questionados sobre a perceção da situação económica no país, 61% dos portugueses classificou-a como “má”, enquanto 37% a qualificou como “boa”, sendo que, em ambos os casos, houve uma subida nos resultados (de um 1%) relativamente ao Eurobarómetro divulgado no período homólogo anterior, há um ano. Os restantes (2%) optaram por não responder. A contribuir para esta perceção estão fatores como a situação do respetivo agregado familiar ou a respetiva situação laboral. Já questionados sobre as principais preocupações em Portugal, 34% dos inquiridos apontou a saúde e segurança social, ao passo que 27% referiu o aumento dos preços e o custo de vida. A situação económica (22%) e o desemprego (18%) foram outras questões referidas.

Imagem positiva da UE

Em relação aos principais desafios para a UE, este inquérito divulgado pela Lusa, revela que 29% dos inquiridos portugueses refere o terrorismo, 27% apontou o estado das finanças públicas e 18% falou na situação económica e na imigração. No que toca à confiança nas instituições, 55% dos portugueses indicou não confiar no Governo nacional, contra 42% que mostrou confiança. Estes números pioram se em causa está a confiança no parlamento português, com 59% a afirmar que não confia na Assembleia da República e outros 37% a garantir que o faz.

Em relação à UE, são mais os inquiridos portugueses a afirmar que confiam nas instituições comunitárias (57%) do que os que dizem não o fazer (33%). Acresce que 60% dos portugueses assinala ter uma imagem positiva da UE, contra 34% que tem uma opinião neutra e 5% que fala numa má perceção. Como justificação para esta imagem estão fatores como a livre circulação para residir, estudar e trabalhar dentro da UE, a moeda única (euro) e ainda o mercado único. Por isso, 84% dos inquiridos garante sentir-se como um cidadão da UE, contra 16%, que sentem o oposto.

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