Cratera no porto de Beirute após explosão tem profundidade superior à altura do Cristo Redentor

A explosão no porto de Beirute criou uma cratera com 43 metros de profundidade, revelou hoje fonte da segurança libanesa, citando avaliações feitas por especialistas franceses em pirotecnia enviados para o local.

Cratera no porto de Beirute após explosão tem profundidade superior à altura do Cristo Redentor

Cratera no porto de Beirute após explosão tem profundidade superior à altura do Cristo Redentor

A explosão no porto de Beirute criou uma cratera com 43 metros de profundidade, revelou hoje fonte da segurança libanesa, citando avaliações feitas por especialistas franceses em pirotecnia enviados para o local.

A explosão no porto de Beirute «causou uma cratera de 43 metros de profundidade», revelou fonte da segurança libanesa, citada pela AFP. Por comparação, a profundidade da cratera é superior à altura do Cristo Redentor (38 metros), no Rio de Janeiro. A explosão de terça-feira, que provocou mais de 150 mortos, 6 mil feridos e dezenas de desaparecidos, aconteceu num armazém onde, segundo o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, estavam 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas durante seis anos «sem medidas cautelares».

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Explosão no porto de Beirute teve a força de um terramoto de 3,3 na escala de Richter

França ofereceu apoio logístico ao Líbano, incluindo para a investigação à explosão, e enviou forças de segurança, equipas de busca e ajuda médica. O American Institute of Geophysics (USGS), com sede na Virgínia, revelou ter registado a explosão como um terramoto 3,3 na escala Richter.

No sábado, milhares de manifestantes libaneses revoltados com a classe política, acusada de corrupção, incompetência e negligência após a explosão, marcharam pelo centro de Beirute e invadiram os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Energia. Acabaram por ser retirados pelo exército.

Cerca de 130 feridos nos confrontos entre polícia e manifestantes

Guilhotinas em madeira foram instaladas na praça dos Mártires em Beirute, epicentro da contestação iniciada em outubro de 2019, e muitos manifestantes gritaram «vingança, vingança, até à queda do regime». Segundo a Cruz Vermelha libanesa, 130 pessoas ficaram feridas nos confrontos entre a polícia e os manifestantes, 28 das quais tiveram de ser transportadas para o hospital. Hoje, realiza-se uma videoconferência de doadores para o Líbano, coorganizada pelas Nações Unidas e pela França.

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Primeiro-ministro libanês propõe eleições antecipadas

Ainda no final da tarde de sábado, num discurso difundido pela televisão, o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, afirmou que «apenas eleições antecipadas podem permitir uma saída da crise estrutural» e apelou «a todas as partes políticas que se entendam sobre a próxima etapa», afirmando estar «disposto a continuar a assumir responsabilidades durante dois meses até que cheguem a acordo». O chefe do Governo acrescentou que vai submeter na segunda-feira a sua proposta ao Conselho de Ministros.

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