Polícia Nacional de Cabo Verde reforça investigação com nova direção central

O diretor nacional da Polícia Nacional de Cabo Verde, Emanuel Moreno, assumiu hoje que estão criadas as condições para melhorar a investigação criminal no país, com a inauguração da direção central daquela força policial, com sede na Praia.

Polícia Nacional de Cabo Verde reforça investigação com nova direção central

Polícia Nacional de Cabo Verde reforça investigação com nova direção central

O diretor nacional da Polícia Nacional de Cabo Verde, Emanuel Moreno, assumiu hoje que estão criadas as condições para melhorar a investigação criminal no país, com a inauguração da direção central daquela força policial, com sede na Praia.

“A partir de agora, cremos que já estão reunidas as condições elementares para melhorarem ainda mais o ‘score'”, afirmou o diretor nacional, dirigindo-se aos elementos da Polícia Nacional que asseguram a investigação criminal, até agora de forma descentralizada.

“Mais e melhores ganhos teremos, particularmente no domínio das investigações. Estando a Direção Central de Investigação Criminal instalada e equipada com os meios humanos, técnica e taticamente preparados, enfrentaremos com sucesso as adversidades do dia-a-dia e os casos que à Polícia Nacional forem levados”, disse ainda Emanuel Moreno, destacando, no entanto, a necessidade de reforço de meios.

A nova Direção Central de Investigação Criminal da polícia foi inaugurada hoje, na Praia, na presença do ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, que destacou a importância da nova unidade.

“Primeiro a qualificação e o reforço da investigação criminal no seio da Polícia Nacional, com uma instituição dedicada e uma estrutura de coordenação. E a coordenação é o segundo grande objetivo”, apontou o ministro.

“Nós temos esquadras de investigação criminal nas ilhas, temos núcleos de investigação criminal, agora passamos a contar com uma estrutura nacional de coordenação da investigação criminal feita pela Polícia Nacional em todo o país”, acrescentou Paulo Rocha.

Esta nova direção central será também a “estrutura responsável pela articulação direta” da Polícia Nacional com o Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Judiciária.

“Os interlocutores estão claros, perfeitamente estabelecidos, o que vai favorecer a articulação e a coordenação entre os diversos atores”, defendeu Paulo Rocha.

A instalação da Direção Central de Investigação Criminal nas antigas instalações da Procuradoria-Geral da República, na Prainha, cidade da Praia, chegou a estar prevista pelo Ministério da Administração Interna para 2020.

Em entrevista anterior à Lusa, o ministro Paulo Rocha recordou que a criação da Direção Central de Investigação Criminal da Polícia Nacional é um processo que arrancou há cerca de três anos, tendo a primeira etapa envolvido a cooperação técnica das autoridades policiais portuguesas, na definição do modelo e estrutura de funcionamento, seguindo-se a criação de todo o quadro legal para o efeito, estrutura orgânica e, mais recentemente, a formação dos agentes.

Neste processo, acrescentou, está prevista a “transição de competências” ainda atribuídas à Polícia Judiciária, na instrução de processos, para a nova direção central da Polícia Nacional, a qual terá três focos: Análise criminal, polícia técnica e coordenação da investigação criminal.

“É um desafio grande, em termos de meios humanos, de recursos, de equipamentos, porque é uma estrutura nova”, sublinhou o ministro.

Paulo Rocha garantiu que a Polícia Nacional já faz investigação criminal, embora a principal tarefa passe atualmente por “impedir” que o crime aconteça.

“A Polícia Nacional é uma força reativa, quando o crime acontece, investiga”, explicou.

PVJ // LFS

By Impala News / Lusa

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