Polícia guineense deteve 20 jovens por atos ilícitos durante manifestação

Cerca de 20 jovens foram detidos hoje devido a atos ilícitos praticados nas manifestações de alunos em Bissau, durante as quais cortaram estradas, disse o comissário nacional da Polícia de Ordem Pública (POP) da Guiné-Bissau, Celso de Carvalho.

Polícia guineense deteve 20 jovens por atos ilícitos durante manifestação

Polícia guineense deteve 20 jovens por atos ilícitos durante manifestação

Cerca de 20 jovens foram detidos hoje devido a atos ilícitos praticados nas manifestações de alunos em Bissau, durante as quais cortaram estradas, disse o comissário nacional da Polícia de Ordem Pública (POP) da Guiné-Bissau, Celso de Carvalho.

O responsável disse também que, pelo menos, dois agentes da POP ficaram feridos quando tentavam dispersar os jovens que ocuparam ruas de Bissau, durante o dia de hoje, impedindo a circulação de automóveis e queimando pneus nas estradas.

Os cerca de 20 jovens detidos estão a ser ouvidos na sede da POP em Bissau para determinar as suas motivações, disse o general Celso de Carvalho.

Inácio Badinca, um porta-voz do coletivo Carta 21, que reúne alunos de vários liceus do país, demarcou-se de “atos de vandalismo”, que o comandante da POP também repudiou.

Celso de Carvalho afirmou que tentou demover os alunos a não realizarem as manifestações, mas ao perceber da sua determinação colocou os agentes nas ruas. O oficial da polícia lamentou o rumo que as manifestações dos alunos tomaram a partir de um certo momento.

“Sempre chamamos a atenção de que sabemos como iniciam as manifestações desse género, mas nunca se sabe como acabam”, defendeu o comandante da POP, que disse ter visto nas manifestações “caras de pessoas que não eram alunos”.

O dirigente da polícia apelou para que os jovens abandonem as ruas e prometeu que os agentes têm ordens para usar a força “se for necessário” para reporem a tranquilidade na cidade de Bissau.

“Vamos pôr ordem, mas se alguém ficar lesionado não é da nossa responsabilidade”, avisou o general Celso de Carvalho.

De acordo com o oficial, a POP não tolerará atos de vandalismo ou de perturbações da ordem pública, até porque, disse, o Governo já se comprometeu em atender “todas as reivindicações” dos professores e dos próprios alunos, frisou.

MB // JH

By Impala News / Lusa

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