Poiares Maduro acusa PS de se preocupar mais com “ocupação do Estado” do que com crescimento económico

O ex-ministro do PSD Miguel Poiares Maduro acusou hoje o PS de se preocupar mais com o “crescimento da ocupação do Estado pelo seu partido” do que com o crescimento económico do país.

Poiares Maduro acusa PS de se preocupar mais com

Poiares Maduro acusa PS de se preocupar mais com “ocupação do Estado” do que com crescimento económico

O ex-ministro do PSD Miguel Poiares Maduro acusou hoje o PS de se preocupar mais com o “crescimento da ocupação do Estado pelo seu partido” do que com o crescimento económico do país.

Numa aula na Universidade de Verão do PSD, que decorre até domingo em Castelo de Vide (Portalegre) sobre o tema “Portugal: Novas Desigualdades”, o antigo ministro do Desenvolvimento Regional do Governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho disse ver com preocupação “a confusão crescente que o PS faz entre Estado, Governo e partido”.

“Os socialistas a única preocupação que têm com o crescimento é o crescimento da ocupação do Estado pelo seu partido, isso é uma inibição democrática que é uma inibição ao crescimento económico”, considerou.

Para Poiares Maduro, quanto mais os cidadãos entenderem que “o Estado não é isento e imparcial, mas que reflete as preferências de um partido político, menor a qualidade democracia e menor as suas condições de crescimento económico”.

No mesmo painel, participou também a vice-presidente do PSD Inês Palma Ramalho, que acusou os governos do PS de serem “os melhores amigos dos privados”.

“Nunca houve tantas pessoas com seguro de saúde ou crianças inscritas no ensino privado”, apontou.

A advogada e membro da nova direção social-democrata de Luís Montenegro defendeu igualmente que “nada se vai fazer sem crescimento económico”, considerando que Portugal não tem “riqueza suficiente para o Estado social” que quer oferecer.

“As desigualdades têm aumentado sob a égide do ‘estamos a defender o Estado social de direito’. As políticas que têm sido feitas não são pelo crescimento, é pelo subsídio, é pelo financiamento. É tudo na base da reação, zero estratégia política de crescimento”, acusou.

Questionada pelos alunos sobre as pensões futuras, Inês Palma Ramalho afirmou que “já não há sustentabilidade da Segurança Social, não há autossuficiência”, uma vez que parte das pensões já é paga pelo Orçamento do Estado, defendendo a necessidade de se discutir o atual modelo.

A dirigente social-democrata não quis comprometer-se com propostas concreta do PSD, dizendo trabalhar “em equipa”, mas prometeu muitas para promover o crescimento económico.

“A questão é como é que todos podemos ficar mais ricos, O resultado das políticas dos governos socialistas é o nivelamento por baixo, se não podemos todos ficar mais ricos, temos de ficar todos mais pobres”, criticou.

Em resposta a um aluno de Portalegre, que lamentou que o sistema eleitoral não tivesse permitido aproveitar os 23% dos votos no PSD nas últimas legislativas neste círculo (o PS elegeu os dois únicos deputados), Miguel Poiares Maduro defendeu que as desigualdades territoriais e geracionais não se corrigem sem alterar o sistema político.

“Uma hipótese um bocadinho provocadora seria um sistema bicameral, com uma segunda câmara [do parlamento] que assegurasse igualdade territorial e geracional. Não defendo que tenha o mesmo poder do parlamento, mas devia forçar a um debate adicional no sistema político”, apontou.

Na área fiscal, o antigo governante sugeriu que se poderia ponderar um sistema “muito mais atrativo para os jovens e para a retenção de talento”, tal como existe atualmente para os residentes estrangeiros.

A 18.ª edição da Universidade de Verão do PSD, iniciativa de formação política de jovens que se realiza desde 2003 (com dois anos de paragem em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19), decorre em Castelo de Vide (Portalegre) desde segunda-feira e até domingo, com o encerramento a cargo do presidente do partido, Luís Montenegro.

SMA // SLX

By Impala News / Lusa

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