PM do Haiti condena violência em protestos que causaram pelo menos dois mortos

O primeiro-ministro do Haiti condenou na segunda-feira a violência, que causou pelo menos dois mortos, durante as manifestações de domingo para exigir a demissão do Presidente Jovenel Moise.

PM do Haiti condena violência em protestos que causaram pelo menos dois mortos

PM do Haiti condena violência em protestos que causaram pelo menos dois mortos

O primeiro-ministro do Haiti condenou na segunda-feira a violência, que causou pelo menos dois mortos, durante as manifestações de domingo para exigir a demissão do Presidente Jovenel Moise.

“Ações lamentáveis que não puderam ser evitadas mancharam a jornada que terminou com a morte de duas pessoas e a destruição de alguns bens materiais”, afirmou na segunda-feira Jean Michel Lapin.

“Lamentamos estas mortes ocorridas nestas circunstâncias e apresentamos sinceras condolências aos familiares das vítimas”, afirmou.

O primeiro-ministro haitiano felicitou a polícia pelo “excelente trabalho profissional” e advertiu que “o direito ao protesto é um direito constitucional, mas a violência não é aceitável”.

Milhares de haitianos saíram à rua em Port-au-Prince e nas principais cidades do país para denunciar a corrupção política e exigir a demissão do Presidente Moise.

Um porta-voz do setor Democrático e Popular, que agrupa vários grupos da oposição e organizações sociais André Michel indicou à imprensa terem contado “sete mortos e mais de cem feridos”.

O movimento Petrochalenger indicou que muitos agentes que “criaram o pânico e mataram civis”.

A inspeção geral da polícia abriu um inquérito e “deu garantias de aplicação das sanções administrativas e judiciárias requeridas, caso os factos se revelarem verdadeiros”, disse um porta-voz da polícia Michel-Ange Louis Jeune.

Na segunda-feira, as ruas da capital estavam desertas, com a maioria das escolas e dos estabelecimentos comerciais encerrados.

Estas tensões surgem dez dias após a publicação, pelo Tribunal de Contas, de um relatório de mais de 600 páginas sobre a utilização dos fundos Petrocaribe, um programa de desenvolvimento apoiado pela Venezuela.

FST // EJ

By Impala News / Lusa

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