PM António Costa entre líderes de 30 países para cimeira da NATO em Londres

Líderes de 30 países, incluindo o primeiro-ministro, António Costa, participam a partir de hoje numa cimeira da NATO em Londres, coincidindo com o 70.º aniversário da aliança militar que protege cerca de mil milhões de pessoas.

PM António Costa entre líderes de 30 países para cimeira da NATO em Londres

PM António Costa entre líderes de 30 países para cimeira da NATO em Londres

Líderes de 30 países, incluindo o primeiro-ministro, António Costa, participam a partir de hoje numa cimeira da NATO em Londres, coincidindo com o 70.º aniversário da aliança militar que protege cerca de mil milhões de pessoas.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, convidou o Reino Unido a organizar esta reunião especial em reconhecimento pelo papel significativo do país na história da organização, tendo Londres recebido a primeira sede antes de ser transferida para Bruxelas.

O Reino Unido foi um dos 12 países fundadores, em 1949, juntamente com Portugal, EUA, Canadá, França, Itália, Holanda, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Islândia e Luxemburgo.

Na cimeira vão estar também representados Alemanha, Albânia, Bulgária, Croácia, República Checa, Espanha, Estónia, Eslováquia, Eslovénia, Grécia, Hungria, Letónia, Lituânia, Montenegro, Macedónia do Norte, Polónia, Roménia e Turquia.

O programa da cimeira começa hoje com uma conferência que juntará políticos, como o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, o Presidente polaco, Andrzej Duda, e o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, com académicos e investigadores.

Intitulada “Inovando a Aliança”, a conferência pretende debater o futuro da NATO, examinando “como lida com a incerteza geopolítica, as mudanças de ameaças e novas oportunidades”.

No final do dia, a rainha Isabel II oferece uma receção aos chefes de Estado e de Governo no Palácio de Buckingham, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, outra, na residência oficial, em Downing Street.

A Reunião de Líderes vai ter lugar na quarta-feira, num hotel em Hertfordshire, a norte de Londres, e pretende refletir sobre os últimos 70 anos e discutir questões que afetam a Aliança, incluindo missões internacionais, financiamento dos Estados-membros e o papel da NATO na resposta a ameaças em todo o mundo.

O encontro vai também ser usado para antecipar novos desafios, incluindo nas áreas da Internet e do espaço, tendo este último sido declarado no mês passado uma das suas esferas operacionais, juntamente com o ar, terra, mar e Internet.

Desde que a Rússia anexou a Península da Crimeia da Ucrânia em 2014, que a NATO enviou mais de 4.000 soldados para a Estónia, Letónia, Lituânia e Polónia, para tentar dissuadir o ímpeto militar do regime de Vladimir Putin.

A proteção contra a Rússia durante a Guerra Fria esteve na origem da Aliança Atlântica, mas atualmente a atividade alarga-se a outras geografias, como missões de paz em lugares como o Afeganistão e o Kosovo.

Após a entrada em funções do presidente dos EUA que a questão da despesa pública com a Defesa tem dominado as últimas reuniões da NATO devido às exigências de Donald Trump aos restantes parceiros para que aumentem os orçamentos militares para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2024.

Os aliados europeus e o Canadá dependem fortemente do arsenal dos EUA, como grandes aviões de transporte militar e reabastecimento aéreo, e apenas três respeitavam o compromisso em 2014.

Prevê-se que nove países atinjam o nível este ano, incluindo EUA, com cerca de 3,4%, Grécia, Grã-Bretanha, Bulgária, Estónia, Polónia, Letónia, Lituânia e Roménia, mas Espanha, Bélgica e Luxemburgo gastam menos de 1%. e a Alemanha, uma das principais economias mundiais, tem previsto gastar 1,35% em 2019.

A cimeira vai ser também uma oportunidade para confrontar os EUA pela ausência de coordenação com os aliados europeus quando decidiu abruptamente a retirada do norte da Síria e a Turquia pelo comportamento unilateral quando lançou uma ofensiva militar contra uma milícia curda apoiada pelos países ocidentais.

Numa entrevista à revista britânica The Economist no início de novembro, o Presidente francês, Emmanuel Macron, considerou que “a NATO está em morte cerebral” e sugeriu o desenvolvimento de uma defesa europeia autónoma.

BM // EL

By Impala News / Lusa

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