Plenários de motoristas decidem hoje se vão avançar para greve. Governo reúne este sábado

Sindicatos de motoristas que entregaram um pré-aviso de greve, com início na próxima segunda-feira, reúnem-se hoje em vários plenários com os associados, para discutir “assuntos importantes do mundo laboral”, segundo Pedro Pardal Henriques.

Plenários de motoristas decidem hoje se vão avançar para greve. Governo reúne este sábado

Plenários de motoristas decidem hoje se vão avançar para greve. Governo reúne este sábado

Sindicatos de motoristas que entregaram um pré-aviso de greve, com início na próxima segunda-feira, reúnem-se hoje em vários plenários com os associados, para discutir “assuntos importantes do mundo laboral”, segundo Pedro Pardal Henriques.

Sindicatos de motoristas que entregaram um pré-aviso de greve, com início na próxima segunda-feira, reúnem-se hoje em vários plenários com os associados, que se prolongam ao longo do dia, para discutir “assuntos importantes do mundo laboral”, segundo Pedro Pardal Henriques, advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), que também já tinha referido que os plenários de trabalhadores de hoje são a “última oportunidade” para a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) apresentar uma proposta que cancele a greve dos motoristas.

LEIA DEPOIS
Governo declara crise energética: «O direito à greve não é ilimitado»

Motoristas reunidos em várias zonas do País

O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) começa por realizar um plenário apenas para os seus associados às 09:30, em Leiria. Já em conjunto com o SNMMP, decorrem mais duas reuniões: uma pelas 16:00, em Aveiras de Cima, e outra às 17:00, em Olhão. O Governo decretou na quarta-feira serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve dos motoristas de mercadorias que se inicia na próxima segunda-feira, por tempo indeterminado. Os sindicatos grevistas decidiram, então, impugnar o despacho dos serviços mínimos, entregando providências cautelares no Tribunal Administrativo de Lisboa.

Motivo da greve

O motivo da greve já foi explicado pelos motoristas várias vezes a exigência de aumentos graduais no salário-base até 2022: 700 euros em janeiro de 2020, 800 euros em janeiro de 2021 e 900 euros em janeiro de 202. Juntam-se depois os prémios suplementares que estão indexados ao salário-base, valor que, no final,  daria 1400 euros em janeiro de 2020, 1550 euros em janeiro de 2021 e 1715 euros em janeiro de 2022. Na segunda-feira, numa reunião entre os dois sindicatos grevistas e o Governo, o Ministério das Infraestruturas propôs aos sindicatos a possibilidade de ser desencadeado “um mecanismo legal de mediação”, que obriga patrões e sindicatos a negociar e que permite que a greve seja desconvocada. À saída da reunião, Pedro Pardal Henriques, garantiu que a greve vai manter-se até a Antram apresentar “uma contraproposta” para os sindicatos analisarem nos plenários de hoje.

Governo em São Bento

Para as 10h00, meia hora depois de ter início a primeira reunião dos motoristas, o primeiro-ministro convocou também  uma reunião de emergência que juntará a António Costa os ministros dos Negócios Estrangeiros (Augusto Santos Silva), da Defesa (João Gomes Cravinho), da Administração Interna (Eduardo Cabrita), do Trabalho (Vieira da Silva), do Ambiente (João Pedro Matos Fernandes).  O SNMMP e o SIMM entregaram um pré-aviso de greve em 15 de julho e acusaram a Antram de não querer cumprir o acordo assinado em maio, acordo esse que, segundo os sindicatos, levou à desmarcação de uma greve que estava programada para aquela altura.

LEIA DEPOIS
5 dicas para sobreviver à crise de combustíveis
Greve dos motoristas «dispara» compra de jerricãs

 

Impala Instagram


RELACIONADOS