PGR angolana enviou cartas rogatórias para ouvir filho de Carlos São Vicente em Portugal

O procurador-geral da República de Angola, Helder Pitta Grós, afirmou hoje que foram elaboradas cartas rogatórias para ouvir o filho do empresário Carlos São Vicente em Portugal, cuja tramitação está em curso.

PGR angolana enviou cartas rogatórias para ouvir filho de Carlos São Vicente em Portugal

PGR angolana enviou cartas rogatórias para ouvir filho de Carlos São Vicente em Portugal

O procurador-geral da República de Angola, Helder Pitta Grós, afirmou hoje que foram elaboradas cartas rogatórias para ouvir o filho do empresário Carlos São Vicente em Portugal, cuja tramitação está em curso.

Ivo São Vicente foi recentemente constituído arguido no mesmo processo do pai, preso em Angola, podendo ser ouvido em Portugal, onde se encontra atualmente, ao abrigo de mecanismos de cooperação judiciária entre ambos os países.

A possibilidade já tinha sido avançada à Lusa anteriormente, com Ivo São Vicente a mostrar-se disponível para ser ouvido no processo, o que lhe permitirá conhecer “de uma vez por todas os factos que alegadamente [lhe] são imputados e terão levado à decisão do congelamento das [suas] contas bancárias, pessoal e empresarial”, há quatro meses.

A Lusa teve também hoje acesso a um despacho da Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana que prolonga a prisão preventiva do empresário luso-angolano, detido desde setembro, em Luanda, por mais dois meses, face à complexidade do processo e “necessidade de se realizarem as diligências em falta”.

Carlos São Vicente terá, alegadamente, levado a cabo “um esquema ilegal” que lesou a petrolífera estatal Sonangol em mais de 900 milhões de dólares (cerca de 760 milhões de euros).

O empresário desempenhou em simultâneo, entre 2000 e 2016, as funções de diretor de gestão de riscos da Sonangol e de presidente do conselho de administração da companhia AAA Seguros, sociedade em que a petrolífera angolana era inicialmente única acionista.

Helder Pitta Grós confirmou também que está em curso o processo de extradição do antigo presidente do conselho de administração da empresa de Transportes Coletivos de Luanda (TCUL), Abel Cosme.

“Ele está já preso em Portugal, houve um mandado de captura que na altura nós solicitámos à Interpol, e a Interpol conseguiu executá-lo agora”, referiu o procurador-geral da República, em declarações à rádio pública angolana.

Abel Cosme, considerado prófugo no processo conhecido por CNC (Conselho Nacional de Carregadores), em que foi condenado o antigo ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás, foi detido pela Polícia Judiciária portuguesa, na zona da Grande Lisboa.

O suspeito é acusado no processo de envolvimento em alegados desvios de fundos enquanto gestor da Unicargas.

 

NME (ATR) // LFS

By Impala News / Lusa

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