Petrobras vence leilão para comercializar 55,7 milhões de barris de petróleo no Brasil

A brasileira Petrobras venceu hoje o leilão para comercialização de 55,7 milhões de barris de petróleo bruto em quatro lotes, de uma reserva explorada pela própria petrolífera e pertencente ao Estado através da empresa pública PreSal Petróleo (PPSA).

Petrobras vence leilão para comercializar 55,7 milhões de barris de petróleo no Brasil

Petrobras vence leilão para comercializar 55,7 milhões de barris de petróleo no Brasil

A brasileira Petrobras venceu hoje o leilão para comercialização de 55,7 milhões de barris de petróleo bruto em quatro lotes, de uma reserva explorada pela própria petrolífera e pertencente ao Estado através da empresa pública PreSal Petróleo (PPSA).

“Estamos extremamente felizes com o resultado. Esses ótimos resultados alcançados serão revertidos em benefício à sociedade, já que esses recursos ingressarão na conta do Tesouro”, declarou o presidente da PPSA, Eduardo Gerk, que calculou que a operação renderá ao Estado quase 25 mil milhões de reais (3,9 mil milhões de euros).

No total, seis empresas estavam habilitadas a participar no leilão: a chinesa CNODC, a norueguesa Equinor, a brasileira Petrobras, a portuguesa Petrogal, a espanhola Repsol e a francesa TotalEnergies.

Porém, a Repsol e a Equinor não enviaram representantes e o leilão da “Terceira Licitação de Petróleo da União”, realizado presencialmente na Bolsa de Valores de São Paulo, foi disputado pelas outras quatro multinacionais.

A maior disputa deu-se entre a Petrobras e a CNODC pelo quarto e último lote, o da Área de Desenvolvimento do Mero, com 43,4 milhões de barris incluídos num contrato de 36 meses, e que terminou com uma oferta superior da companhia brasileira.

A Petrobras ofereceu 52 reais (8,19 euros) por metro cúbico acima da taxa inicial estabelecida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP, órgão regulador), face aos 51 reais (8,03 euros) da CNODC e 20 reais (3,15) da TotalEnergies.

As seis empresas inscritas licitaram para a comercialização de cargas de petróleo bruto de propriedade do Estado Brasileiro, proveniente de quatro campos do pré-sal, horizonte de exploração descoberto em águas muito profundas do Atlântico abaixo de uma camada de sal de dois quilómetros de espessura.

Todas as empresas, que à exceção da Petrogal já atuam no pré-sal em diversos consórcios de exploração, apresentaram-se individualmente, apesar de o caderno de encargos permitir a formação de consórcios.

Em cada área, foram oferecidos contratos de prazos diferentes, que podem ser de 24, 36 e até 60 meses.

O primeiro lote, de 6,6 milhões de barris em Búzios e com prazo de 36 meses, foi leiloado pela Petrobras com 65 reais (10,23 euros) de valor acima do preço mínimo estabelecido por metro cúbico, que superou os 64 reais (10,08 euros) da CNODC e três reais (0,47 cêntimos) da TotalEnergies.

O leilão pelos 2,4 milhões de barris do lote de Sapinhoá e os 3,3 milhões de Tupí foi vencido pela Petrobras numa disputa apenas com a TotalEnergies, uma vez que as demais empresas desistiram de licitar no último minuto.

Os contratos de associação com o Estado para a exploração de petróleo nas reservas do pré-sal, horizonte de exploração em águas muito profundas que o Brasil descobriu no Oceano Atlântico, deixarão 285 mil milhões de dólares (251,6 mil milhões de euros) em 10 anos, informou o Governo na quarta-feira.

O valor inclui a receita de royalties (92 mil milhões de dólares ou 81 mil milhões de euros), arrecadação de impostos (77 mil milhões de dólares, 67,9 mil milhões de euros) e os lucros da comercialização do petróleo que correspondem ao Estado pelos contratos de associação (116 mil milhões de dólares, 102,4 mil milhões de euros).

MYMM//RBF

By Impala News / Lusa

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