Peso da dívida externa líquida no PIB sobe 3,1 p.p. para 87,5% no final de 2020

A dívida externa líquida situou-se nos 176.800 milhões de euros no final de 2020, representando 87,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais 3,1 pontos percentuais que no final de 2019.

Peso da dívida externa líquida no PIB sobe 3,1 p.p. para 87,5% no final de 2020

Peso da dívida externa líquida no PIB sobe 3,1 p.p. para 87,5% no final de 2020

A dívida externa líquida situou-se nos 176.800 milhões de euros no final de 2020, representando 87,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais 3,1 pontos percentuais que no final de 2019.

Redação, 17 fev 2021 (Lusa) — A dívida externa líquida portuguesa situou-se nos 176.800 milhões de euros no final de 2020, representando 87,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais 3,1 pontos percentuais que no final de 2019, anunciou hoje o BdP.

Resultante da posição de investimento de capital (PII) do país, excluindo os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros, a dívida externa líquida passou de 84,4% do PIB no final de 2019 para 87,5% em dezembro de 2020, refere o Banco de Portugal (BdP).

Segundo os dados do banco central, no final de 2020 a PII de Portugal situou-se em -213.300 milhões de euros, o que traduz uma redução da posição negativa em aproximadamente 1.600 milhões de euros em relação ao final de 2019.

“A variação resultou do contributo positivo das transações (+800 milhões de euros), das variações de preço (+3.300 milhões de euros) e outros ajustamentos (+1.800 milhões de euros), parcialmente compensados pelas variações cambiais (-4.300 milhões de euros).”, explica o BdP.

Segundo o banco central, as variações cambiais justificaram-se sobretudo pela depreciação do dólar americano, do real brasileiro e do kwanza, com impacto na redução do valor em euros dos ativos (capital) expressos nestas divisas detidos por residentes.

Já relativamente às variações de preço, destaca-se, na componente de ativos, a valorização do ouro do banco central e, na componente de passivos, a desvalorização dos títulos de participação de capital detidos por não residentes.

“Os outros ajustamentos são justificados sobretudo pela dissolução de empresas residentes detidas por não residentes”, acrescenta.

Apesar da redução nominal da posição negativa da PII em percentagem do PIB, registou-se um aumento dessa posição em 4,7 pontos percentuais, passando de -100,8% no final de 2019 para -105,5% no final de 2020, resultando esta variação da redução do PIB.

PD // EA

By Impala News / Lusa

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