PCP diz que é alvo de “operação global” para enfraquecer influência em “todos os planos”

A direção do PCP considerou hoje que o partido está a ser alvo de uma “operação global”, cuja última expressão é a guerra na Ucrânia, com o propósito de enfraquecer a sua influência em “todos os planos da vida”.

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PCP diz que é alvo de “operação global” para enfraquecer influência em “todos os planos”

A direção do PCP considerou hoje que o partido está a ser alvo de uma “operação global”, cuja última expressão é a guerra na Ucrânia, com o propósito de enfraquecer a sua influência em “todos os planos da vida”.

Em comunicado sobre as conclusões da última reunião do Comité Central, o PCP denuncia uma “operação global” de teor anticomunista que incorpora “instrumentos de dominação que massificam a informação” e “invadem todos os planos da vida, visando isolar o partido e enfraquecer a sua influência”.

“Mais do que uma sucessão de campanhas, que de facto se verificou e verifica de modo particularmente notório nos últimos anos, o que é dirigido contra o partido é uma operação global”, argumenta a direção comunista.

A “ofensiva de pendor anticomunista”, expressão utilizada pelo Comité Central, ganhou relevo durante a pandemia através da “tentativa de cerceamento de liberdades, da calúnia de dirigentes” do partido, prosseguindo com estratagemas de “mentira sobre a oposição do PCP ao Orçamento do Estado para 2022 e, agora, com expressão mais odiosa, em torno da guerra na Ucrânia”.

A direção comunista conclui que está há muito tempo em curso uma “meticulosa articulação entre os objetivos definidos pelo grande capital e os seus instrumentos de dominação políticos e ideológicos postos ao serviço dessa estratégia”.

O intuito, prosseguem os comunistas, é “afastar o PCP de uma intervenção mais decisiva no plano nacional, denegrir o seu projeto, objetivos e ideal”.

O Comité Central reconhece no comunicado que houve necessidade de apontar “orientações, prioridades e linhas de intervenção” depois das eleições legislativas de 30 de janeiro, em que a CDU (PCP/PEV) obteve o pior resultado de sempre e o PCP perdeu quatro dos dez deputados que tinha na legislatura anterior.

“Os desenvolvimentos na situação internacional e a grande operação de manipulação e intoxicação ideológica em curso, com forte expressão no plano nacional, colocaram exigências de resistência do coletivo partidário e de acrescida necessidade de iniciativa e ligação às massas”, acrescenta o partido.

A quarta conferência nacional organizada pelo partido vai realizar-se nos dias 12 e 13 de novembro, desta vez sob o mote “Tomar a iniciativa, reforçar o partido, responder às novas exigências”.

Na conferência de imprensa que se realizou de manhã na sede do partido, em Lisboa, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, tinha anunciado a conferência, mas não apontou um local.

O comunicado do Comité Central refere que vai realizar-se no Pavilhão do Alto Moinho, em Corroios, no concelho do Seixal.

 

AFE // JPS

By Impala News / Lusa

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