PCP antevê “mandato exigente” e diz que maioria absoluta do PS deixa “mais longe” soluções para o país

A nova líder parlamentar do PCP, Paula Santos, reconheceu hoje que o partido vai ter um “mandato exigente” com a redução de deputados e argumentou que a maioria absoluta do PS “deixa mais longe” soluções para o país.

PCP antevê

PCP antevê “mandato exigente” e diz que maioria absoluta do PS deixa “mais longe” soluções para o país

A nova líder parlamentar do PCP, Paula Santos, reconheceu hoje que o partido vai ter um “mandato exigente” com a redução de deputados e argumentou que a maioria absoluta do PS “deixa mais longe” soluções para o país.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, a deputada Paula Santos — que vai substituir João Oliveira na liderança da bancada comunista — foi questionada sobre se o trabalho parlamentar vai ser mais desafiante nesta legislatura, com uma redução de 12 para seis deputados depois das eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro.

“Vai ser um mandato exigente, obviamente, do ponto de vista do trabalho, mas da parte do PCP nós sempre estivemos presentes, nunca desistimos, nunca abandonámos os trabalhadores, o povo, sempre estivemos presentes em todas as circunstâncias exatamente para procurar as soluções para resolver problemas (…)”, respondeu Paula Santos.

Para a líder parlamentar comunista, “a maioria absoluta do PS deixa mais longe as soluções para dar resposta a esses problemas”.

“Mas da parte do PCP reafirmamos de facto o nosso compromisso e o compromisso que assumimos foi efetivamente pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo e vai ser esse compromisso que iremos honrar neste mandato que agora se vai iniciar”, garantiu.

As prioridades do grupo parlamentar do PCP passam “pela valorização dos salários, das reformas, pelo reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da garantia do direito à habitação e também naturalmente as questões relacionadas com o acesso à creche e a criação de uma rede pública de creches”, disse.

“São aspetos que no imediato são prioritários dar resposta e que naturalmente terão presentes na nossa intervenção agora no início dos trabalhos parlamentares”, acrescentou.

A dirigente comunista foi ainda questionada sobre o pedido feito pela Iniciativa Liberal para mudar de lugar no hemiciclo e passar para o centro, “o mais distante dos extremos”, posicionando-se entre PS e PSD – intenção rejeitada hoje pelo presidente do PSD, Rui Rio.

“Cremos que a distribuição que foi feita na anterior legislatura está bem e por nós pode ficar assim”, respondeu. Interrogada sobre se o partido irá opor-se, Paula Santos repetiu apenas: “consideramos que está bem, tal e qual como está”.

ARYL // JPS

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS