Patrões admitem acordo na Concertação Social para 600 euros, centrais sindicais recusam

Patrões admitem acordo na Concertação Social para 600 euros, centrais sindicais recusam

As confederações patronais admitiram hoje um acordo na Concertação Social para aumentar o salário mínimo nacional, desde que seja para 600 euros em 2019, mas as centrais sindicais recusaram, exigindo um montante superior.

As posições dos parceiros sociais foram transmitidas aos jornalistas à entrada de uma reunião da Concertação Social onde será discutido esta tarde o aumento do salário mínimo, atualmente de 580 euros.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, voltou a dizer que tem a expectativa de que a subida não seja para um valor superior a 600 euros, considerando que no Orçamento do Estado não foram acauteladas medidas que favorecessem as empresas.

“O mais razoável é o Governo cumprir o seu programa e ficar nos 600 euros”, disse, acrescentando que a CCP dará o seu acordo se isso acontecer.

Também o presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), Francisco Calheiros, declarou que a atualização do salário mínimo para 600 euros “terá” o acordo da confederação.

“Estamos a aguardar com expectativa o que virá desta segunda reunião”, disse Francisco Calheiros.

Já o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), considerou que 600 euros é um valor que “faz parte do acordo anterior” e, portanto, não se trata de haver acordo, mas sim de “uma imposição”.

Do lado das centrais sindicais, a dirigente da UGT Lucinda Dâmaso voltou a defender 615 euros e sublinhou que se assim não for “obviamente que não terá o acordo” a central sindical.

O valor de 600 euros “foi um acordo com o Bloco de Esquerda e não com a UGT”, disse Lucinda Dâmaso.

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu 650 euros e disse que 600 euros “é pouco” mas não indicou se a intersindical aceitará esse valor.

DF // MSF

By Impala News / Lusa

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