Partido Popular espanhol quer prolongar a vida útil das centrais nucleares

O coordenador do Partido Popular (PP) espanhol, Elías Bendodo, defendeu hoje que Espanha deve “abrir o debate sem preconceitos ideológicos” sobre o prolongamento da vida útil das centrais nucleares.

Partido Popular espanhol quer prolongar a vida útil das centrais nucleares

Partido Popular espanhol quer prolongar a vida útil das centrais nucleares

O coordenador do Partido Popular (PP) espanhol, Elías Bendodo, defendeu hoje que Espanha deve “abrir o debate sem preconceitos ideológicos” sobre o prolongamento da vida útil das centrais nucleares.

Bendodo, que esteve presente nas comemorações tradicionais da Feria de Málaga, disse aos jornalistas que “todos os países vizinhos já consideraram o prolongar da vida útil das centrais nucleares ou de novas estratégias nucleares, desde a China, dos EUA, até aos países da UE”.

“A Europa já qualificou a energia nuclear de energia verde, e aqui [em Espanha], por outro lado, devido a preconceitos ideológicos, não é contemplada”, afirmou o líder do PP — “um partido do Estado”, assegurou o mesmo.

Segundo o líder popular, o PP nunca fará nada contra o “decreto de improvisação energética” do Estado, mas continuará a exigir dele “muito mais de si próprio”, continuou Bendodo, defendendo que “face aos grandes problemas, os Governos devem estar à altura da tarefa”.  

Neste sentido, o político afirmou que as decisões do Governo relativas à atual crise energética não se podem limitar a “aumentar ou baixar a temperatura em alguns graus ou desligar as montras”, mas devem “estar à altura” da conjuntura que aparenta piorar nos próximos meses.

“Quando a situação é excecional, devem ser tomadas medidas excecionais e a qualidade de um Governo é medida pelas decisões que toma em tempos difíceis, porque navegar ao sabor do vento é muito fácil”, afirmou Bendodo, que acrescentou que o seu partido está disposto a ajudar, “mas apenas se for ouvido”.

O líder recordou ainda que em Espanha existem “seis centrais nucleares ativas que produzem mais de 20 por cento da eletricidade do país” e que “o debate deve ser aberto para prolongar a sua vida útil”.

BZF/APN//APN

By Impala News / Lusa

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