Parte da comissão eleitoral rejeita resultados das presidenciais no Quénia

Quatro dos sete membros da Comissão Eleitoral do Quénia rejeitaram os resultados das eleições presidenciais, que deverão ser apresentados em breve, disse hoje a vice-presidente daquele órgão independente, fortemente pressionado após seis dias de espera.

Parte da comissão eleitoral rejeita resultados das presidenciais no Quénia

Parte da comissão eleitoral rejeita resultados das presidenciais no Quénia

Quatro dos sete membros da Comissão Eleitoral do Quénia rejeitaram os resultados das eleições presidenciais, que deverão ser apresentados em breve, disse hoje a vice-presidente daquele órgão independente, fortemente pressionado após seis dias de espera.

“Pela natureza opaca do processo […] não podemos assumir a responsabilidade pelos resultados que vão ser anunciados”, disse a vice-presidente Juliana Cherera, ladeada por outros três comissários, pedindo “calma” aos quenianos.

“As pessoas podem recorrer à Justiça, por isso pedimos aos quenianos que sejam pacíficos, porque o Estado de direito prevalecerá”, disse ainda, numa altura em que a tensão aumentava e as brigas eclodiam no centro onde a comissão eleitoral (IEBC) está a gerir os resultados.

Desde o meio-dia que o centro nacional de contagem dos votos, para onde se dirigem todos os olhares, se começou a encher de representantes dos partidos, observadores e diplomatas, que aguardam o prometido anúncio dos resultados há várias horas sob forte vigilância policial.

A comissão tinha anunciado de manhã que os resultados das presidenciais de terça-feira seriam apresentados hoje às 15:00 (13:00 em Lisboa).

Seis dias após 22,1 milhões de quenianos terem sido chamados às urnas, o país espera ainda para conhecer o nome do sucessor de Uhuru Kenyatta, que cumpriu dois mandatos desde 2013 e estava por isso impedido de voltar a concorrer.

A IEBC tem até terça-feira à noite para anunciar o resultado das eleições, em que o duelo entre o vice-presidente cessante William Ruto e Raila Odinga, figura histórica da oposição, poderá tornar-se o mais acirrado da história do Quénia.

FPA // ROC

By Impala News / Lusa

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