Parlamento levanta imunidade parlamentar da deputada Cristina Rodrigues

A Assembleia da República aprovou o levantamento da imunidade parlamentar da deputada não inscrita Cristina Rodrigues para a constituir arguida no processo relativo ao “apagão informático” do PAN, que em 2020 resultou na eliminação de emails do seus dirigentes.

Parlamento levanta imunidade parlamentar da deputada Cristina Rodrigues

Parlamento levanta imunidade parlamentar da deputada Cristina Rodrigues

A Assembleia da República aprovou o levantamento da imunidade parlamentar da deputada não inscrita Cristina Rodrigues para a constituir arguida no processo relativo ao “apagão informático” do PAN, que em 2020 resultou na eliminação de emails do seus dirigentes.

A autorização do levantamento da imunidade parlamentar de Cristina Rodrigues foi aprovada por unanimidade na sessão plenária de quinta-feira, depois de o respetivo parecer ter sido aprovado na terça-feira pela Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados.

Esta votação constava inicialmente do guião de votações de hoje mas acabou por ser efetuada na quinta-feira.

De acordo com fonte do seu gabinete, o Ministério Público quer constituir a deputada arguida neste processo, mas Cristina Rodrigues ainda não foi ouvida no âmbito do mesmo.

Na semana passada, o PAN anunciou, em comunicado, que apresentou uma queixa-crime “contra desconhecidos” após um “apagão informático” em 2020 que resultou na eliminação de emails do seus dirigentes, referindo que o inquérito apurou o alegado envolvimento da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, eleita pelo partido.

O processo, que “corre termos na 5.ª secção do Departamento de Ação e Investigação Penal (DCIAP) de Lisboa” decorre de uma queixa que “teve por fundamento a suspeita de interferência informática deletéria, abusiva e criminosa nas contas de correio eletrónico do PAN, da qual resultou um “apagão informático” deliberado de todas as comunicações eletrónicas enviadas e recebidas até 25 de junho de 2020″, indicou.

Na nota, era também referido que, “depois de diligências levadas a cabo no âmbito do processo de investigação, verificou-se que, pelo menos em 24 de junho de 2020, alguém tinha acedido ilegitimamente ao endereço eletrónico da Secretaria de Ação Jurídica do PAN e procedido a uma eliminação sistemática e maciça de correspondência”.

“Ao que tudo indica, no decurso do referido inquérito foi possível apurar a origem das interferências ilegítimas no correio eletrónico do PAN e a autoria dos atos de sabotagem informática perpetrados, que alegadamente foram atribuídos à deputada não inscrita Cristina Rodrigues e outros”, salientou também o PAN.

O partido liderado por Inês Sousa Real afirmou ainda que os “ilícitos poderiam também ter sido perpetrados a partir das instalações do parlamento, com recurso a equipamentos informáticos nele alojados e por este geridos”.

No mesmo dia, a deputada, que foi eleita pelo PAN nas eleições legislativas de 2019 mas desfiliou-se em junho e passou a não inscrita, negou o envolvimento nesta situação.

Cristina Rodrigues referiu que foi pedido o levantamento da sua imunidade parlamentar, mas ainda não tinha sido ouvida no processo.

“A deputada Cristina Rodrigues recebeu o pedido do levantamento da sua imunidade, no âmbito do processo de inquérito referido (NUIPC 7233/20.1T9LSB), ao qual já deu parecer positivo por forma a que a situação seja esclarecida o mais rapidamente possível”, referiu em comunicado.

Nessa nota, era referido que a parlamentar deixou em 25 de junho de 2020 o cargo de “coordenadora da Secretaria de Ação Jurídica”, data até à qual esteve “no exercício pleno das suas funções” e defende que “sempre agiu de forma diligente”.

Na altura, a deputada também estranhou que “a queixa-crime em causa foi feita há mais de um ano” mas “só agora” foi divulgada.

FM // ACL

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS