Parlamento do Iraque aceita demissão do Governo

Desde 1 de outubro que dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas iraquianas, indignados com o que consideram ser a corrupção generalizada, a falta de oportunidades de emprego e os fracos serviços básicos, apesar da riqueza em petróleo do país.

Parlamento do Iraque aceita demissão do Governo

Parlamento do Iraque aceita demissão do Governo

Desde 1 de outubro que dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas iraquianas, indignados com o que consideram ser a corrupção generalizada, a falta de oportunidades de emprego e os fracos serviços básicos, apesar da riqueza em petróleo do país.

O Parlamento do Iraque aceitou este domingo, 1 de dezembro, a demissão do Governo de Adel Abdul-Mahdi, remetendo agora para o Presidente iraquiano a designação de um novo primeiro-ministro para este país que desde outubro último enfrenta uma vaga de contestação popular.

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Decisão do Parlamento surge após demissão do primeiro-ministro

Esta formalização por parte do Parlamento acontece dois dias depois de Adel Abdul-Mahdi ter anunciado a sua intenção de renunciar ao cargo de primeiro-ministro, após o influente grande ayatollah Ali Sistani, a mais alta autoridade xiita do país, ter apelado à assembleia para retirar a confiança ao político e para pedir a sua substituição.

Contestação popular no Iraque já provocou mais de 420 mortos

O apelo do ayatollah Ali Sistani surge após dois meses de contestação popular no Iraque, muitas vezes marcada pela violência, que já provocou mais de 420 mortos. Desde 1 de outubro que dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas iraquianas, indignados com o que consideram ser a corrupção generalizada, a falta de oportunidades de emprego e os fracos serviços básicos, apesar da riqueza em petróleo do país.

As manifestações de protesto têm ocorrido sobretudo nas praças Tahrir e Khilani, na capital iraquiana (Bagdad), e nas províncias predominantemente xiitas do sul, contando com uma dura repressão das forças de segurança iraquianas. A par das vítimas mortais, fontes médicas e de segurança iraquianas já contabilizaram cerca de 15.000 feridos (a maioria manifestantes) durante os protestos. Este é primeiro movimento social espontâneo em décadas no Iraque.

Lusa

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