“País que não reconhece aquilo que faz bem” está mais propenso a fazer “mal” — Governo

O ministro da Economia e do Mar disse hoje, em Alcobaça, que um “país que não reconhece aquilo que faz bem é um país que está mais propenso a fazer as coisas mal”.

“País que não reconhece aquilo que faz bem” está mais propenso a fazer “mal” — Governo

O ministro da Economia e do Mar disse hoje, em Alcobaça, que um “país que não reconhece aquilo que faz bem é um país que está mais propenso a fazer as coisas mal”.

António Costa Silva falava na inauguração do Montebelo Alcobaça Historic Hotel, no distrito de Leiria, lamentando que em Portugal não haja “o hábito de reconhecer o trabalho das empresas”.

“Não temos o hábito de reconhecer aquilo que fazemos bem no nosso país. E é por isso que no Ministério da Economia e do Mar estamos a pensar lançar uma iniciativa com todo o nosso sistema empresarial para pegarmos nos exemplos mais extraordinários que temos no nosso país e torná-los mais visíveis para a sociedade portuguesa”, revelou o ministro.

Costa Silva informou que o grupo Visabeira, proprietário do hotel, é “uma multinacional que opera em 18 países diferentes e exporta para 133 mercados”.

Perante o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, o ministro da Economia e do Mar adiantou que espera que a sua passagem por Portugal possa contribuir para “atrair cada vez mais a atenção dos empresários portugueses para investirem em Moçambique”.

“E atenção, a relação de Portugal com Moçambique não é uma relação para ajudar outro país. Deveríamos banir a palavra ajuda quando falamos com os países irmãos africanos. Moçambique é hoje um importador de tecnologias e as empresas portuguesas podem colocar essas tecnologias no solo moçambicano, desenvolver grandes projetos empresariais”, exemplificou.

António Costa Silva afirmou ainda que Moçambique precisa de investimentos “na área da agroindústria, na área do turismo, na área das energias renováveis, na área da economia do mar”.

O presidente do conselho executivo do grupo Visabeira, Nuno Marques, destacou que a empresa, que este ano comemorou 42 anos, “vive uma fase de grande fulgor, estimando atingir em 2022 o volume de negócios consolidado de 1,5 mil milhões de euros, sensivelmente o dobro do volume de negócios de 2017, representando um crescimento médio de 20% ao longo dos últimos cinco anos”.

Deste volume de negócios, “80% é obtido no mercado externo”, precisou, ao referir que “este forte crescimento é suportado no valor de 4,5 mil milhões euros de contratos em carteira que o grupo possui à data”.

Nuno Marques disse ainda que o grupo Visabeira é “reconhecido como um dos principais ‘players’ europeus no fornecimento de serviços de engenharia de redes de telecomunicações, eletricidade e gás”.

“Possuímos o ‘know how’ [conhecimento] diferenciado na conceção, engenharia, construção, operação e manutenção de infraestruturas de rede, o que nos permite posicionar como líder de mercado e como parceiro ideal dos principais operadores nos países onde estamos presentes”, revelou.

O responsável informou ainda que a “capacidade de crescimento” foi “reforçada” recentemente com a parceria com o Goldman Sachs, “que investiu 200 milhões de euros na aquisição de uma participação minoritária da construtora Visabeira, marca e subsidiária do grupo para o setor das telecomunicações e energia na Europa e Estados Unidos da América”.

O Montebelo Alcobaça Historic Hotel, que a partir de hoje vai disponibilizar 91 unidades de alojamento instaladas no Claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça, foi alvo de uma obra de recuperação que contou com a assinatura do arquiteto Eduardo Souto Moura.

O hotel representou um investimento de 24,5 milhões de euros do Grupo Visabeira e é o sétimo da cadeia Montebelo Hotels & Resorts em Portugal.

Depois da unidade de Alcobaça, a cadeia Montebelo Hotels & Resorts inaugurará, em janeiro de 2023, um novo hotel em Lisboa, no Chiado. A cadeia detém, ainda, seis hotéis e ‘resorts’ em território moçambicano.

EYC/DA // MLS

By Impala News / Lusa

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