PAIGC espera a “breve trecho” decisão judicial para realizar congresso

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, disse hoje esperar a “breve trecho” uma decisão judicial para realizar o congresso, garantindo que o partido está preparado para as legislativas.

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PAIGC espera a “breve trecho” decisão judicial para realizar congresso

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, disse hoje esperar a “breve trecho” uma decisão judicial para realizar o congresso, garantindo que o partido está preparado para as legislativas.

“Como sabe é uma questão que está a nível dos circuitos judicias. Nós acreditamos que ultrapassado o impasse que havia em relação à constituição do Tribunal de Relação esperemos que a breve trecho se possam pronunciar, esperemos que não haja outras motivações contrárias a isso”, afirmou Domingos Simões Pereira.

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) falava aos jornalistas após ter apresentado na embaixada de Angola, em Bissau, as condolências pela morte do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos.

“O que posso garantir é que o PAIGC está preparado para o dia e o momento que estão convocados para as eleições poder participar plenamente. Se por essa via houver dificuldades, o PAIGC tem instrumentos internos para contornar todas essas dificuldades”, declarou, precisando que se esses instrumentos internos forem acionados a opinião pública será informada.

“O que quero dizer é que todos os militantes do PAIGC devem estar tranquilos que a direção está a fazer o trabalho que é necessário para que chegado o momento o PAIGC esteja em condições de participar em igualdade de circunstâncias com todas as forças políticas”, acrescentou Domingos Simões Pereira.

O PAIGC deveria ter realizado o seu congresso em fevereiro, mas foi adiado devido às restrições sanitárias impostas pelo Governo para combater a pandemia de covid-19.

O partido adiou o congresso para decorrer entre 10 e 13 de março, mas não foi novamente realizado devido a uma providência cautelar imposta por um militante no tribunal.

O tribunal não deu provimento à providência cautelar imposto pelo militante, que acabou por recorrer ao Tribunal de Relação, que até hoje não tomou uma decisão.

O PAIGC acabou por remarcar a abertura do congresso para 19 de março, mas um dia antes do seu início, as forças de segurança invadiram a sede do partido, disparando gás lacrimogéneo, enquanto decorria uma reunião do comité central, alegando o cumprimento de ordem judicial que mandava suspender a realização do congresso.

MSE // LFS

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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