ONG guineense preocupada com integridade dos detidos do caso 01 de fevereiro

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifestou preocupação com a integridade física dos detidos no âmbito da tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro e pediu que sejam libertados provisoriamente para receberem tratamento médico.

ONG guineense preocupada com integridade dos detidos do caso 01 de fevereiro

ONG guineense preocupada com integridade dos detidos do caso 01 de fevereiro

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) manifestou preocupação com a integridade física dos detidos no âmbito da tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro e pediu que sejam libertados provisoriamente para receberem tratamento médico.

“Tendo em consideração os sérios riscos de vida”, que alguns dos cidadãos detidos correm, refere em comunicado, a organização de defesa dos direitos humanos exige “a libertação provisória imediata dos mesmos, de modo a permitir que beneficiem de assistência médica e medicamentosa adequadas à natureza das enfermidades que padecem”.

Em causa, segundo a organização não-governamental, está a situação de detenção de duas pessoas.

Fonte da LGDH precisou hoje à Lusa que uma das pessoas, que segundo a família sofre de doença grave, foi internada este fim de semana no Hospital Nacional Simão Mendes, depois de a organização não-governamental ter alertado para a responsabilidade do Ministério do Interior.

Uma outra pessoa também está “gravemente doente”, acrescentou a mesma fonte, precisando que foi ao médico e que estão a ser tomadas medidas para o seu internamento.

“A Liga responsabiliza o Ministério do Interior pela vida e integridade física de todos os detidos na segunda esquadra, que se encontrem em situação de vulnerabilidade sanitária”, salienta em comunicado a organização não-governamental.

Na sequência da tentativa de golpe de Estado de 01 de fevereiro, a Liga Guineense dos Direitos Humanos denunciou a detenção arbitrária de mais de 60 cidadãos.

Em 01 de fevereiro, homens armados atacaram o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam, e de que resultaram oito mortos.

O Presidente guineense considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado e apontou o ex-chefe da Marinha José Américo Bubo Na Tchuto, Tchamy Yala, também ex-oficial, e Papis Djemé como os principais responsáveis.

Os três homens foram presos em abril de 2013 por agentes da agência antidroga norte-americana (DEA) a bordo de um barco em águas internacionais na costa da África Ocidental e cumpriram pena de prisão nos Estados Unidos da América.

Os três alegados responsáveis pela tentativa de golpe de Estado foram detidos, segundo o Presidente guineense.

 

MSE // JH

By Impala News / Lusa

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