OIT elege ex-PM do Togo para diretor-geral nos próximos cinco anos

O Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho elegeu hoje Gilbert Houngbo, do Togo, para diretor-geral nos próximos cinco anos, cargo que assumirá em 01 de outubro e que pela primeira vez ficará nas mãos de um africano.

OIT elege ex-PM do Togo para diretor-geral nos próximos cinco anos

OIT elege ex-PM do Togo para diretor-geral nos próximos cinco anos

O Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho elegeu hoje Gilbert Houngbo, do Togo, para diretor-geral nos próximos cinco anos, cargo que assumirá em 01 de outubro e que pela primeira vez ficará nas mãos de um africano.

Houngbo, antigo primeiro-ministro do Togo entre 2008 e 2012, competia pelo cargo com o francês Muriel Pénicaud (antigo ministro do Trabalho), o australiano Greg Vines (diretor adjunto da OIT para a gestão e reforma), o empresário sul-africano Mthunzi Mdwaba e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano Kang Kyung-wha.

O togolês de 61 anos de idade vai substituir na liderança da OIT Guy Ryder do Reino Unido, que durante a última década foi diretor-geral do único organismo internacional tripartido com representantes de Governos, empregadores e trabalhadores de todo o mundo.

“Embora as minhas origens sejam africanas, a minha perspetiva é global”, disse Houngbo no seu discurso à OIT depois de ter sido eleito, dizendo que durante o seu mandato teria em mente “os quatro mil milhões de pessoas que ainda não têm proteção social e os 200 milhões de homens e mulheres desempregados”.

Houngbo também recordou os mais de 1.600 trabalhadores do setor informal global, os mais duramente atingidos pela pandemia, e os 160 milhões de crianças exploradas como mão-de-obra infantil, aos quais prometeu dirigir-se “abrindo um projeto que trará grandes mudanças e transformações no mundo do trabalho”.

O togolês foi até agora o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, entre 2013 e 2017 foi diretor-geral adjunto da OIT e antes de se tornar chefe de Governo do Togo ocupou cargos de responsabilidade no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Em outubro vai assumir a liderança da organização mais antiga do sistema das Nações Unidas (é anterior a esta última, tendo sido criada em 1919), atualmente centrada na adaptação do mundo do trabalho às profundas mudanças derivadas da robotização progressiva e da introdução da inteligência artificial em muitos setores.

MC // MSF

By Impala News / Lusa

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