OE/Crise: Livre defende eleições a 23 ou 30 de janeiro

O co-porta-voz do Livre Pedro Mendonça defendeu hoje que as eleições legislativas devem acontecer a 23 ou 30 de janeiro, para conciliar a preparação dos partidos com a vontade de “dar a voz aos portugueses o mais rápido possível”.

OE/Crise: Livre defende eleições a 23 ou 30 de janeiro

OE/Crise: Livre defende eleições a 23 ou 30 de janeiro

O co-porta-voz do Livre Pedro Mendonça defendeu hoje que as eleições legislativas devem acontecer a 23 ou 30 de janeiro, para conciliar a preparação dos partidos com a vontade de “dar a voz aos portugueses o mais rápido possível”.

Falando aos jornalistas no final da audiência com o Presidente da República, que recebeu hoje o Livre em Belém para discutir a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas antecipadas, Pedro Mendonça defendeu que as “eleições devem existir sem atrasar o país”.

“Não se pode prolongar uma data ‘ad aeternum’. Terá que ser, a nosso ver, para bem do país, em janeiro, nomeadamente entre 23 ou 30 de janeiro, porque existe um espaço de preparação que os partidos precisam, existe um espaço de celebração familiar que os portugueses precisam”, afirmou.

Segundo o co-porta voz do partido, 23 ou 30 de janeiro são datas “perfeitamente viáveis, quer para não atrasar o país, quer para prometer dar voz aos portugueses o mais rápido possível”.

Questionado sobre a posição do partido face à atual situação política, Pedro Mendonça afirmou que, caso o Livre tivesse estado na ‘geringonça’, “teria sido diferente com toda a certeza”.

“Teria negociado mais, teria sido mais intransigente no evitar de uma crise política que nada beneficia aos portugueses”, frisou.

Para o co-porta-voz, tanto o PS, como o BE, PCP e PEV “tiveram nas mãos a possibilidade de Portugal continuar a ser governado em estabilidade”.

“Estes partidos não fizeram o esforço necessário para que os portugueses pudessem ter a tranquilidade de a legislatura chegar ao fim”, afirmou.

Pedro Mendonça referiu ainda que, na ótica do partido, “todos os orçamentos gerados pela ‘geringonça’ foram melhores que os orçamentos gerados pelo anterior Governo de direita”, acrescentando que “não se vivia uma crise social”, económica ou financeira que “impelisse” o país para eleições.

“Achamos que o povo de esquerda, que as pessoas sensatas, que os cidadãos do centro, não entendem este roer de corda, este esticar de corda, que leva a eleições antecipadas”, frisou.

Antecipando a campanha para as eleições, Pedro Mendonça lembrou que, apesar de neste momento o Livre não ter representação parlamentar — em janeiro de 2020, o partido retirou confiança política à deputada eleita pelo Livre, Joacine Katar Moreira –, “a partir do momento em que a Assembleia da República for dissolvida”, o “Livre passa a ser um partido parlamentar como os outros, segundo a lei de imprensa”.

“E, portanto, estamos prontíssimos para o debate, e estamos prontos para uma campanha eleitoral séria”, indicou.

Questionado se, durante a audiência, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou alguma inclinação no que se refere a uma data para as eleições, Pedro Mendonça respondeu que “não” e mesmo que “tivesse tido alguma sensação”, não partilha “o teor concreto das conversas com o Presidente da República”.

A delegação do Livre recebida em Belém foi composta por Pedro Mendonça, pela co-porta-voz Isabel Mendes Lopes, e pelos membros da direção do partido Tomás Cardoso Pereira e Patrícia Gonçalves.

No domingo, Marcelo Rebelo de Sousa disse que falará ao país na quinta-feira, depois de ouvido o Conselho de Estado, sobre a dissolução da Assembleia da República e a marcação de eleições.

“O que se vai seguir agora é muito simples, ouvir o Conselho de Estado sobre a dissolução e uma vez definida a posição sobre a dissolução da AR passar à fase seguinte, que é a definição das eleições e isso será feito entre quarta-feira e quinta-feira”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa em Vila Real.

TA (PLI) // MAG

By Impala News / Lusa

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