OE/Crise: IL pediu a Marcelo que eleições não ocorram antes de 30 de janeiro

O líder da Iniciativa Liberal transmitiu hoje ao Presidente da República o desejo de que as eleições antecipadas não ocorram “antes de 30 de janeiro”, para permitir que haja um “campo de jogo equilibrado entre todas as forças políticas”.

OE/Crise: IL pediu a Marcelo que eleições não ocorram antes de 30 de janeiro

OE/Crise: IL pediu a Marcelo que eleições não ocorram antes de 30 de janeiro

O líder da Iniciativa Liberal transmitiu hoje ao Presidente da República o desejo de que as eleições antecipadas não ocorram “antes de 30 de janeiro”, para permitir que haja um “campo de jogo equilibrado entre todas as forças políticas”.

João Cotrim de Figueiredo falava aos jornalistas após ter sido recebido pelo Presidente da República em Belém, no âmbito das audiências aos partidos com assento parlamentar convocadas pelo chefe de Estado para discutir a dissolução da Assembleia da República e a data de eleições antecipadas.

O líder da Iniciativa Liberal afirmou que manifestou a Marcelo Rebelo de Sousa que o “parlamento deve ser dissolvido, na medida em que já não há uma solução política estável que deste parlamento possa sair”.

“Relativamente à data, defendemos (…) que não deveria ocorrer antes de 30 de janeiro por motivos de interesse nacional”, disse.

Cotrim de Figueiredo invocou duas razões para que as eleições não tenham lugar antes dessa data, começando por defender que se trata de uma “eleição importante e difícil para boa parte das opções que os portugueses têm que tomar”, não sendo isso “compatível com uma campanha eleitoral demasiado curta e em cima da época natalícia”.

“Em segundo lugar, porque há a necessidade de haver um campo de jogo equilibrado entre todas as forças políticas que se venham a apresentar a sufrágio. O que significa que não só aqueles partidos que estejam em processo de alteração de liderança interna, mas também os partidos que tenham que tomar alterações estratégicos importantes”, frisou.

No lote de partidos que têm “opções internas importantes para tomar”, o líder da Iniciativa Liberal incluiu o PS, afirmando que os socialistas puseram “claramente como fasquia a maioria absoluta” e que, caso não a atinjam, “não será António Costa a conseguir fazer pontes à esquerda, e já se percebeu que cortou as pontas que havia à direita”.

“E, portanto, essa decisão dentro do PS também tem de ser amadurecida e também que ser colocado claramente aos portugueses, quando forem a eleições e quando forem votar, em que solução efetivamente é que estão a votar”, apontou.

Cotrim de Figueiredo reiterou assim que, “por todos esses motivos”, “não é compatível” haver eleições “com uma campanha que tenha menos de quatro semanas entre a pré-campanha e a campanha”.

Interrogado pelos jornalistas sobre o facto de outros partidos estarem a pedir que as eleições ocorram o mais rapidamente possível — o líder do PSD, Rui Rio, apelou, por exemplo, a que o sufrágio decorra ou a 09 ou 16 de janeiro — Cotrim de Figueiredo disse não lhe parecer “lícito alguém conseguir argumentar que uma ou duas semanas de diferença relativamente” a 30 de janeiro “é suficiente para eliminar a absoluta necessidade que há de que seja uma campanha efetivamente esclarecedora, com todos os agentes políticos em igualdade de circunstâncias”.

“O que dizemos é claramente isto: os portugueses, quando forem votar, vão desta vez ter que fazer uma escolha que é provavelmente mais subtil e pode determinar mais o futuro de longo prazo de Portugal do que muitas outras que teve no passado”, salientou.

Cotrim de Figueiredo afirmou ainda que o apelo para que as eleições não se realizem antes de 30 de janeiro não se deve ao interesse da IL — alegando que o partido não tem “problema nenhum” caso decorram antes –, mas reiterando que se prende com o interesse “do país”.

“Achamos mesmo que deve ser uma eleição em que todos possam expor aquilo que pensam fazer para o país em termos de visão que têm, mas também em termos de protagonistas que têm para esse futuro”, frisou.

O líder da IL afirmou ainda que Marcelo Rebelo de Sousa “não deu qualquer indicação” da data “em que se estava a inclinar”.

A delegação da Iniciativa Liberal hoje recebida pelo Presidente da República foi composta por Cotrim de Figueiredo, mas também pelo vice-presidente Ricardo Pais de Oliveira, a membro da comissão executiva do partido, Carla Castro, e a vogal do Conselho de Jurisdição, Leonor D’Argent.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebe hoje, em Belém, os partidos com assento parlamentar para discutir a dissolução do parlamento e da data das eleições antecipadas.

As audiências decorrem por ordem crescente de representação parlamentar, começando com a Iniciativa Liberal e prosseguindo com o Chega, PEV, PAN, CDS, PCP, BE, PSD e PS.

TA/SMA (IEL) // ACL

By Impala News / Lusa

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