OE2020: CDS diz que cada um “tirará as suas elações” sobre votação do IVA da eletricidade

O presidente do CDS-PP destacou hoje que o partido foi aquele que demonstrou “maior responsabilidade e maturidade política” quanto à redução do IVA da eletricidade, apontando que “cada um tirará as suas ilações” da forma como votou.

OE2020: CDS diz que cada um

OE2020: CDS diz que cada um “tirará as suas elações” sobre votação do IVA da eletricidade

O presidente do CDS-PP destacou hoje que o partido foi aquele que demonstrou “maior responsabilidade e maturidade política” quanto à redução do IVA da eletricidade, apontando que “cada um tirará as suas ilações” da forma como votou.

“Não deixa de ser curioso, nós que somos a direção mais jovem de um partido político em Portugal com assento parlamentar termos sido aqueles que, desde o início, revelaram a maior responsabilidade e maturidade política na condução deste processo, evitando crises que os portugueses não desejam nem esperariam que os partidos mergulhassem neste momento o país numa situação de verdadeira instabilidade”, afirmou o novo líder dos centristas.

Uma delegação do CDS, composta por Francisco Rodrigues dos Santos e pelos vice-presidentes Filipe Lobo d’Ávila e António Carlos Monteiro, esteve hoje reunida com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), para apresentar cumprimentos em nome da nova direção, eleita em congresso há pouco mais de uma semana.

Para o presidente centrista, “o CDS foi muito claro desde o início nesta matéria”, uma vez que foi “o único partido que manteve a sua posição coerente do início até ao final deste processo”, e “não poderia ser favorável a uma medida onde não estavam provada a sua sustentabilidade”.

“No passado nós já vivemos episódios parecidos, e temos que aprender com eles”, sustentou.

“Isto é, não andámos aos zigue-zagues, aos ‘esses’ nem às arrecuas”, vincou, assinalando que “o CDS é um partido que evita as crises políticas, é um partido de bom senso, que quer apresentar respostas que sejam úteis aos portugueses, que protejam a economia das famílias, mas que não mergulhem o país no caos e na instabilidade”.

Questionado se as suas palavras poderiam ser vistas como uma crítica ao PSD, que durante a manhã anunciou que votaria favoravelmente a proposta do PCP mas no momento da votação acabou por se abster, Rodrigues dos Santos salientou que “o CDS foi responsável do início ao fim, depois os outros partidos tirarão as suas conclusões”.

“A verdade é que a última nota que eu tinha antes de entrar nesta reunião era que o PSD iria votar favoravelmente a proposta do Partido Comunista Português, acabou por se abster, portanto cada um tirará as suas elações”, precisou.

Notando que os centristas apelaram “a que houvesse um entendimento entre os três partidos que compõem o arco da governabilidade”, para mostrar “responsabilidade no tratamento desta matéria”, o novo líder do CDS lamentou que o partido não tivesse sido ouvido.

“Infelizmente, este apelo lançado pelo CDS foi ignorado, na medida em que não foi possível chegarmos a um entendimento relativamente à descida do IVA na eletricidade, que o CDS também desejaria, a acabou por ceder a guerrinhas, a jogos de sombras e a condições que não acautelavam a sustentabilidade de uma medida que levava a um corte de 800 milhões de euros no campo da receita fiscal”, considerou.

O parlamento confirmou hoje a manutenção do IVA da energia em 23%, depois de ter chumbado propostas de alteração do Orçamento do Estado para 2020 do PCP e do BE para baixar a taxa da eletricidade para 6% e 13%, respetivamente.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião com a CIP, o presidente do CDS aproveitou também para destacar o “apreço e a satisfação” da direção “pelo excelente trabalho” desenvolvido pelo grupo parlamentar centristas “no quadro das negociações das propostas de alteração” ao OE2020.

“Acho que foi um desempenho absolutamente notável, onde o CDS conseguiu ver aprovadas cinco propostas de alteração ao Orçamento do Estado”, acrescentou.

FM // JPS

By Impala News / Lusa

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