OCDE reúne-se para formalizar eleição de Cormann para secretário-geral

Os embaixadores dos 37 países da OCDE estão convocados hoje para uma reunião na qual se espera que formalizem a eleição do antigo ministro das Finanças australiano Mathias Cormann como novo secretário-geral, para substituir o mexicano Angel Gurria.

OCDE reúne-se para formalizar eleição de Cormann para secretário-geral

OCDE reúne-se para formalizar eleição de Cormann para secretário-geral

Os embaixadores dos 37 países da OCDE estão convocados hoje para uma reunião na qual se espera que formalizem a eleição do antigo ministro das Finanças australiano Mathias Cormann como novo secretário-geral, para substituir o mexicano Angel Gurria.

A reunião, que fontes próximas do processo disseram à Efe que se realiza hoje à tarde, é o resultado da preferência expressa na sexta-feira por Cormann, contra a outra candidata finalista, a sueca Cecilia Malmström, numa votação daqueles mesmos embaixadores.

O representante britânico, Christopher Sharrock, que como decano tem liderado desde setembro a seleção de quem deveria substituir Gurría a partir de 01 de junho para um mandato de cinco anos, pediu-lhes então que votassem para quebrar o empate entre o australiano e Malmström que tinha ocorrido numa consulta anterior.

Teoricamente, qualquer país da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico poderia impor o seu veto à proposta do nome de Cormann que foi apresentada por Sharrock.

Mas tal hipótese parece difícil de imaginar, considerando que correria o risco de desestabilizar o funcionamento da organização, particularmente numa altura em que a eleição de Joe Biden para a Casa Branca permite desbloquear algumas das suas principais linhas de trabalho, tais como um acordo internacional sobre a tributação de grandes empresas digitais.

A seleção de Cormann não está isenta de controvérsia, uma vez que nos últimos meses a sua candidatura tem sido criticada em particular por organizações ambientais que o criticam por ter sido um dos mais altos funcionários de um Governo australiano destacado durante anos pela sua defesa da utilização de combustíveis fósseis em geral e do carvão em particular.

O antigo ministro das Finanças daquele executivo até ao final de outubro para se dedicar à sua campanha, quis dar garantias sobre essa questão numa declaração divulgada imediatamente após se ter tornado conhecido que iria ser proposto para secretário-geral.

Garantiu que irá manter as prioridades máximas de Gurría, incluindo “encorajar e promover uma ação global ambiciosa e eficaz em matéria de alterações climáticas” com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono “até 2050”.

MC // CSJ

By Impala News / Lusa

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