Óbito/Sampaio: Colaboradores internacionais salientam exemplo de homem de Estado

A morte de Jorge Sampaio, hoje aos 81 anos, está a ser lamentada por diversas organizações internacionais que colaboraram de perto com o antigo Presidente da República português, no âmbito dos vários cargos por dele desempenhados.

Óbito/Sampaio: Colaboradores internacionais salientam exemplo de homem de Estado

Óbito/Sampaio: Colaboradores internacionais salientam exemplo de homem de Estado

A morte de Jorge Sampaio, hoje aos 81 anos, está a ser lamentada por diversas organizações internacionais que colaboraram de perto com o antigo Presidente da República português, no âmbito dos vários cargos por dele desempenhados.

“Jorge Sampaio deixa um legado de que todos os que com ele trabalhámos tentaremos preservar e honrar”, disse a The Power of International Education, uma organização não governamental parceira da Plataforma Global dos Estudantes Sírios, projeto lançado por Jorge Sampaio, numa nota enviada à Lusa.

A Agência da União Europeia para as Drogas usou a sua página na rede social Twitter para lamentar a morte de Jorge Sampaio que foi membro da Comissão Global para as Políticas de Drogas.

O Jordan Media Institute, outro parceiro do projeto de apoio a estudantes refugiados sírios, considera que Jorge Sampaio foi “um farol” na definição de trajetos de apoio humanitário.

“O exemplo que nos deixou deve servir de referência para muitos outros projetos que são necessários na assistência a jovens que são perseguidos ou que são vítimas de conflitos de que são inocentes”, disse o gabinete de comunicação do instituto da Jordânia, em declarações à Lusa.

“Foi com enorme tristeza que a Agência tomou conhecimento da morte de sua excelência o Dr. Jorge Sampaio, antigo Presidente da República Portuguesa”, escreveu a organização comunitária nas áreas da droga, transmitindo os pêsames à família.

Também Clement Beaune – funcionário do Governo francês, que colaborou com projetos de Jorge Sampaio enquanto Alto-Comissário da ONU para a Aliança das Civilizações — prestou a sua homenagem ao político português, através das redes sociais.

“Empenhado pela Europa, grande francófono, deixou um grande contributo nas relações entre os povos”, escreveu Beaune.

Também Philippe Marlière, professor de Política Europeia, no University College de Londres, que participou em várias iniciativas de Jorge Sampaio nos seus cargos das Nações Unidas, falou dos valores e dos princípios essências do ex-Presidente português.

“Foi um grande socialista. Um homem de Estado. O mundo da política, na Europa e no Mundo, perdeu uma referência fundamental”, disse à Lusa Marlière, salientando o caráter de independência de pensamento e de empenho nas causas em que se envolvia.

O Grupo de Madrid, um dos mais relevantes fóruns de antigos presidentes e primeiros-ministros, lamentou a morte de Jorge Sampaio, recordando a sua carreira internacional nas Nações Unidas e, em particular, o projeto de apoio a estudantes sírios refugiados.

Este fórum, dedicado a fortalecer as práticas democráticas inclusivas, usou a sua conta na rede social Twitter para dar os pêsames à família de Jorge Sampaio e para enaltecer o seu papel de estadista.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

RJP // ANP

By Impala News / Lusa

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