Novo dia de protestos no Sudão faz pelo menos dois mortos

Pelo menos duas pessoas foram mortas hoje durante um novo dia de protestos no Sudão contra o golpe de Estado de 25 de outubro, subindo para 56 o número de vítimas mortais nas manifestações convocadas no país desde então.

Novo dia de protestos no Sudão faz pelo menos dois mortos

Novo dia de protestos no Sudão faz pelo menos dois mortos

Pelo menos duas pessoas foram mortas hoje durante um novo dia de protestos no Sudão contra o golpe de Estado de 25 de outubro, subindo para 56 o número de vítimas mortais nas manifestações convocadas no país desde então.

O Comité dos Médicos do Sudão, um sindicato da oposição que dá o registo das vítimas mortais e feridos durante os protestos, informou, através das redes sociais, que pelo menos dois manifestantes morreram durante as marchas que decorreram na capital do país, Cartum, e na cidade adjacente de Um Durman.

Segundo o comité, o manifestante de Cartum morreu na sequência de “um ferimento violento diretamente na cabeça” infligido pelas forças de segurança, e o de Um Durman morreu depois de ter sido “alvejado no peito”.

Estas duas vítimas mortais elevam o número de mortos desde o início dos protestos, após a revolta, para 56, segundo o Comité dos Médicos.

Os protestos intensificaram-se neste país africano desde que o líder militar sudanês, o general Abdelfatah al-Burhan, e o primeiro-ministro Abdullah Hamdok, destituído no golpe de Estado de outubro, chegaram a um acordo, em finais de novembro, para repor o último em funções e estabelecer um novo roteiro para as eleições no país, previstas para 2023.

Milhares de pessoas saíram hoje para as ruas de Cartum e de outras cidades do país, num novo dia de protestos convocados pelos chamados comités de resistência.

Os manifestantes, agitando bandeiras, expressaram a sua rejeição do acordo político alcançado entre Abdelfatah al-Burhan e Abdullah Hamdok, gritando frases de ordem a favor de um Estado civil, de acordo com os relatos da agência noticiosa oficial sudanesa, SUNA.

Antes do início das manifestações, as autoridades sudanesas fecharam todas as vias e pontes que garantem os acessos a Cartum, exceto duas, enquanto os serviços telefónicos e de Internet foram cortados, medida frequente durante os dias de protestos.

ATR // SCA

By Impala News / Lusa

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