Novo Banco: Byron Haynes diz estar “ciente” do interesse público no caso dos prémios

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco defendeu as remunerações e bónus na instituição financeira, dizendo que os supervisores não se lhes opuseram.

Novo Banco: Byron Haynes diz estar

Novo Banco: Byron Haynes diz estar “ciente” do interesse público no caso dos prémios

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão do Novo Banco defendeu as remunerações e bónus na instituição financeira, dizendo que os supervisores não se lhes opuseram.

“Estou muitíssimo ciente do interesse público. Eu acredito que também é a favor do interesse público ter um Novo Banco viável, que invista na economia portuguesa, nos seus clientes e nas PME [Pequenas e Médias Empresas], assim como nas grandes”, respondeu Byron Haynes à deputada Mariana Mortágua (BE), quando questionado acerca dos salários e bónus no Novo Banco.

O responsável está a ser ouvido numa audição com tradução simultânea do inglês da Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução.

Byron Hayes disse também acreditar ser do interesse público “reter e atrair igualmente a melhor equipa de líderes disponível para fazer com que o Novo Banco passe por estes períodos conturbados”.

“Nós temos que manter esta equipa de liderança para continuarmos a orientar o banco com segurança neste caminho de viabilidade”, disse ainda.

Já à questão colocada pelo deputado Duarte Alves (PCP) sobre a objeção por parte dos supervisores, o membro do Novo Banco disse que quer o Banco Central Europeu (BCE), quer o Banco de Portugal (BdP) não objetaram.

“É um processo com o maior rigor. Estão plenamente cientes da atribuição de bónus” e dos “mecanismos de risco” envolvidos, respondeu, confirmando que estão “em cumprimento com todos os requisitos”.

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, criticou na semana passada os prémios atribuídos aos administradores do Novo Banco por não serem adequados nem aceitáveis, considerando que o banco contornou as limitações existentes para o seu pagamento.

O presidente do Tribunal de Contas (TdC), José Tavares, disse, em 12 de maio, esperar que “o bom senso impere” quanto à atribuição de prémios de gestão no Novo Banco, considerando que é dever dos gestores “gerar confiança nos cidadãos.

No dia 05 de maio, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que “os portugueses estão atentos” à situação dos alegados prémios aos administradores do Novo Banco e disse esperar que haja “bom senso” nas decisões de instituições que recebem apoios do Estado.

“Todos esperamos que quem, direta ou indiretamente, é abrangido por garantias públicas deve ter presente isso nas suas decisões. Mesmo quando se trata de instituição privada, que pensem que os portugueses, todos eles, estão naturalmente atentos. Faz parte do bom senso universal, espera-se isso das pessoas”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

O Novo Banco divulgou no dia 04 de maio à noite o relatório e contas de 2020, através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), documento em que é dito que o banco vai atribuir bónus aos gestores referente a 2020 de 1,86 milhões de euros. O pagamento do prémio será diferido para 2022, após concluída a reestruturação do banco.

O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, disse que tanto o Banco de Portugal como o Fundo de Resolução são “contrários” ao pagamento de prémios à gestão do Novo Banco e afirmou que o valor seria “deduzido” à chamada de capital que o Fundo de Resolução pagou este ano.

JE (JF) // MSF

By Impala News / Lusa

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