Novo apagão deixa grande parte da Venezuela às escuras, Governo denuncia “sabotagem”

Um novo apagão atingiu a Venezuela na quinta-feira, deixando às escuras a capital e vários estados do país, com o Governo a denunciar “uma sabotagem” na principal central hidroelétrica.

Novo apagão deixa grande parte da Venezuela às escuras, Governo denuncia

Novo apagão deixa grande parte da Venezuela às escuras, Governo denuncia “sabotagem”

Um novo apagão atingiu a Venezuela na quinta-feira, deixando às escuras a capital e vários estados do país, com o Governo a denunciar “uma sabotagem” na principal central hidroelétrica.

Pelo menos 18 estados da Venezuela continuam às escuras devido a uma falha na barragem hidroelétrica de El Guri, situação que as autoridades venezuelanas apelidaram de “guerra elétrica”, de acordo com a imprensa local.

A falha, que afetou também o distrito capital, ocorreu pelas 16:52 (20:52 em Lisboa) e começou com uma “perda parcial no sistema” que colocou três geradores fora de serviço

Milhares de utilizadores do metropolitano ficaram impedidos de regressar a cidades dormitório como Charallave, Los Valles del Tuy e Los Teques, a sul do país.

Cinco horas depois eram visíveis grandes grupos de pessoas em várias paragens de autocarros, em algumas zonas, com forte presença policial.

A falha obrigou ao encerramento de restaurantes, padarias, supermercados, edifícios de escritórios e centro comerciais.

Em Caracas, a energia foi cortada abruptamente e o apagão durou mais de quatro horas, afetando todas as partes da capital e serviços, como transportes e semáforos, pouco antes do anoitecer.

As linhas telefónicas e de internet foram também interrompidas, bem como a distribuição de água nos edifícios.

Além de Caracas, o apagão afetou os Estados venezuelanos de Anzoátegui, Arágua, Barinas, Carabobo, Cojedes, Falcón, Lara, Mérida, Miranda, Monagas, Nova Esparta, Portuguesa, Sucre, Táchira, Trujillo, Vargas, Zulia.

Segundo a imprensa local, a falha afetou o Aeroporto Simón Bolívar de Maiquetía, o principal do país, tendo sido desviados vários voos.

O ministro da Energia Elétrica venezuelano, Luís Motta Domínguez, atribuiu o apagão a um ato de sabotagem.

“Fomos alvo, novamente, de guerra elétrica. Desta vez atacaram a geração e transmissão, no estado de Bolivar (sudeste do país), especificamente em El Guri (barragem), na coluna vertebral da eletricidade”, disse aos jornalistas.

“Sabotaram a geração em El Guri. Isso é parte da guerra elétrica contra o Estado. Não o permitiremos. Estamos trabalhando para recuperar o serviço”, escreveu Motta Domínguez, na rede social Twitter.

O ministro da Comunicação, Jorge Rodríguez, qualificou o ataque como “um ato criminoso”, que pressupõe “um novo fracasso para a direita”, noticiou a estação de televisão estatal Telesur.

Desde 2013 que as instalações elétricas do país são monitorizadas por ordem do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Nos últimos anos, a Venezuela tem tido apagões cada vez mais frequentes, oficialmente justificados por seca, mau tempo, corte e roubo de cabos, incêndios e animais selvagens.

Vários engenheiros e empregados da estatal Corpoelec (Corporação Elétrica Nacional da Venezuea), citados pela imprensa local, têm denunciado falta de manutenção, de peças de reposição e de investimentos no setor, alertando que, a qualquer momemnto, a Venezuela poderá sofrer um apagão geral.

Em menos de duas semanas ocorreram pelo menos três apagões que deixaram grandes setores de Caracas às escuras.

Frequentemente o Governo venezuelano atribui os apagões a sabotagem da oposição, acusação que esta desmente, atribuindo os problemas à falta de manutenção e de investimentos no setor.

Segundo a imprensa venezuelana, milhares de empregados da estatal Corporação Elétrica Nacional da Venezuela (Corpoelec) abandonaram a empresa nos últimos anos devido aos baixos salários e à crise económica no país.

FPG/FST // EJ

By Impala News / Lusa

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