Novas sanções à Rússia “têm efeito imediato, nas próximas horas ou dias”

As novas sanções à Rússia, como a exclusão do sistema Swift e a interdição de companhias russas no espaço aéreo europeu “têm efeito imediato, com implementação nas próximas horas ou dias”.

Novas sanções à Rússia

Novas sanções à Rússia “têm efeito imediato, nas próximas horas ou dias”

As novas sanções à Rússia, como a exclusão do sistema Swift e a interdição de companhias russas no espaço aéreo europeu “têm efeito imediato, com implementação nas próximas horas ou dias”.

As novas sanções à Rússia, como a exclusão do sistema Swift e a interdição de companhias russas no espaço aéreo europeu “têm efeito imediato, com implementação nas próximas horas ou dias”, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português. “As medidas relativas às interdições de transações com o banco central da Rússia, do afastamento da Rússia do sistema Swift e do banimento dos voos no espaço aéreo europeu são medidas que têm efeito imediato, com implementação nas próximas horas ou dias”, disse à Lusa o ministro Augusto Santos Silva.

O governante falava no final da reunião, por videoconferência, dos ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) da União Europeia (UE), para decidir o reforço da ajuda militar às forças ucranianas face à invasão russa. Augusto Santos Silva afirmou que a reunião do conselho dos MNE destinou-se a dar acordo político às propostas apresentadas pela Comissão Europeia e pelos altos representantes que “reforçam substancialmente as sanções contra a Rússia”. Em causa está a exclusão de vários bancos russos do sistema financeiro Swift, o fecho a companhias aéreas russas do espaço aéreo europeu e a interdição de atividades de difusão de órgãos de comunicação social “que fazem parte do aparelho de propaganda e desinformação da Rússia”, disse o ministro.

A Rússia lançou na quinta-feira uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram cerca de 200 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário. O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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