Nobel da Literatura encabeça manifesto a favor de manifestação contra custo de vida

A galardoada com o Prémio Nobel da Literatura, Annie Ernaux, encabeça um manifesto assinado por quase 70 pessoas a apelar à participação na manifestação no próximo domingo, em Paris, contra o aumento do custo de vida.

Nobel da Literatura encabeça manifesto a favor de manifestação contra custo de vida

Nobel da Literatura encabeça manifesto a favor de manifestação contra custo de vida

A galardoada com o Prémio Nobel da Literatura, Annie Ernaux, encabeça um manifesto assinado por quase 70 pessoas a apelar à participação na manifestação no próximo domingo, em Paris, contra o aumento do custo de vida.

Os subscritores do documento, assinado na maioria por escritores, académicos e artistas, exortam à união de forças para protestar “contra o custo de vida e a inação climática”.

“Perante o mercado extremo que corrompe tudo, perante a extrema-direita que aproveita a desolação para fazer avançar os seus peões racistas, sexistas e liberticidas, apelamos à união de forças na rua e para marchar juntos”, afirmam no documento divulgado hoje no Jornal du Dimanche.

Além de Annie Ernaux, outras 68 pessoas assinam o manifesto, incluindo escritores como Pierre Lemaître ou Eric Vuillard, cineastas e intérpretes como Eva Darlan ou Mariana Otero, e numerosos professores e investigadores universitários, bem como ativistas.

O manifesto acusa o Presidente francês, Emmanuel Macron, de aproveitar a “inflação para aumentar o fosso da riqueza” e “evitar a tributação dos lucros” de capital.

“Os neoliberais andam a martelar-nos há 40 anos para que não haja alternativa. Não deixemos que os herdeiros de Thatcher destruam a esperança e liquidem os nossos direitos sociais”, afirmam no manifesto.

Para os subscritores do documento, “outro mundo é possível”. “Com base na satisfação das necessidades humanas, dentro dos limites dos nossos ecossistemas”, sustentam.

A manifestação do próximo domingo foi convocada por vários partidos de esquerda, como o Socialista ou a França Insubmissa, mas não pelos comunistas ou pelos principais sindicatos, segundo a agência de notícias Efe.

HN // JNM

By Impala News / Lusa

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