Nicolás Maduro diz ter derrotado ‘complot’ da direita que queria guerra civil

Nicolás Maduro disse que derrotou um novo “‘complot’ da direita” que pretendia levar o país a uma guerra civil para controlar o poder, sublinhando que os golpistas “ficaram sozinhos”.

Nicolás Maduro diz ter derrotado 'complot' da direita que queria guerra civil

Nicolás Maduro diz ter derrotado ‘complot’ da direita que queria guerra civil

Nicolás Maduro disse que derrotou um novo “‘complot’ da direita” que pretendia levar o país a uma guerra civil para controlar o poder, sublinhando que os golpistas “ficaram sozinhos”.

Caracas, 01 mai 2019 (Lusa) – O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que derrotou um novo “‘complot’ da direita” que pretendia levar o país a uma guerra civil para controlar o poder, sublinhando que os golpistas “ficaram sozinhos”.

“Que a justiça faça a sua pátria. Não me tremerá o pulso, quando a justiça capturar e prender os responsáveis (…) Eu jurei respeitar e fazer respeitar a Constituição e as leis e o direito à paz e à democracia de todo o povo da Venezuela”, disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, para milhares de simpatizantes que hoje marcharam até ao palácio presidencial de Miraflores, para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador e apoiar o Chefe de Estado.

“Se alguém pretender, usando as armas, entregar a pátria ao imperialismo (…), não duvidem em sair às ruas para defender a pátria, a democracia e a liberdade”, frisou.

Fazendo alusão ao grupo de militares que, na terça-feira, declararam apoiar o autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, Nicolás Maduro insistiu que os “golpistas” ficaram sozinhos.

“Estão fugindo, entre embaixada e embaixada. A Justiça procurando-os para que paguem os seus delitos, e mais cedo do que tarde irão para a cadeia”, disse.

Nicolás Maduro acusou os líderes opositores Juan Guaidó e Leopoldo López de, em coordenação com o conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton, prepararem e dirigirem o movimento golpista que pretendia “usar as armas da República contra a própria República”.

Segundo o Presidente da Venezuela, a oposição “não entende o povo humilde” da Venezuela e não percebe que “há uma poderosa união cívico militar que não trairá a história nem o legado de Hugo Chávez”, que presidiu o país de 1999 a 2013.

Nicolás Maduro acusou a oposição de, além de enganar os venezuelanos e o “império norte-americano”, “fazer acreditar” que abandonaria o poder e iria para Cuba, mas que teria sido impedido pelos russos.

Por outro lado, frisou que “só o povo [através dos votos] põe e tira um presidente”.

Maduro questionou o que teria acontecido se, na terça-feira, tivesse enviado tanques das forças especiais: “Iríamos a uma luta armada, a uma guerra civil”, afirmou.

Teria acontecido “um massacre entre venezuelanos”, prosseguiu. “Teria havido morte entre venezuelanos e, em Washington, teriam celebrado e ordenado uma invasão militar, para ocupar a pátria de Bolívar. Isso é o que buscavam”, frisou.

FPG // MAG

By Impala News / Lusa

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