Navalny: Opositor russo regressa à colónia penitenciária

O principal opositor russo, Alexei Navalny, foi transferido para o seu habitual local de detenção desde o hospital penitenciário onde estava sob observação após uma greve de fome, indicaram hoje os seus colaboradores e as autoridades.

Navalny: Opositor russo regressa à colónia penitenciária

Navalny: Opositor russo regressa à colónia penitenciária

O principal opositor russo, Alexei Navalny, foi transferido para o seu habitual local de detenção desde o hospital penitenciário onde estava sob observação após uma greve de fome, indicaram hoje os seus colaboradores e as autoridades.

“O ‘bloguer’ Navalny foi transferido para a colónia penitenciária de Pokrov”, anunciou um porta-voz do serviço das prisões russas (FSIN), citado pela agência noticiosa TASS.

A informação foi confirmada pouco depois na rede social Twitter pela equipa do opositor.

Segundo a agência Ria Novosti, Navalny também surgiu através de videoconferência numa audiência relacionada com uma das suas queixas contra a administração penitenciária, acusada de “censurar” os jornais que recebe.

Segundo as agências noticiosas russas, Navalny retirou essa queixa após receber os exemplares da Bíblia e do Corão que tinha solicitado.

“O tema da receção dos livros é importante e demorou vários meses”, disse Navalny na videoconferência.

O opositor, que abandonou a greve de fome de três semanas a 23 de abril, disse que agora tem “o Corão, o último livro de (escritor russo) Vladimir Sorokin e até a Bíblia”.

“Para mim é importante que já me deem livros (…) a leitura é poder, o conhecimento é poder e os livros são importantes”, disse Navalni, citado pela cadeia de televisão Dozhd.

Detido em janeiro após o seu regresso da Alemanha, onde recuperou de uma tentativa de envenenamento que atribuiu ao Kremlin, o opositor e militante anticorrupção foi condenado a dois anos e meio de prisão por um caso de fraude registado em 2014 e que denuncia como político.

Navalny, 45 anos, cumpre a sua pena na região de Vladimir, a uma centena de quilómetros de Moscovo.

Em abril iniciou uma greve de fome de 24 dias para denunciar as condições de detenção na colónia penitenciária de Pokrov, considerada uma das mais duras da Rússia.

Desde a sua detenção que as autoridades também se empenham em desmantelar o seu movimento.

PCR // FPA

By Impala News / Lusa

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