Navalny: Borrell diz que as relações Rússia/UE estão num ponto muito baixo

O chefe da diplomacia da União Europeia considerou hoje que as relações entre a Rússia e o bloco europeu atingiram um “ponto muito baixo” na sequência da detenção do dirigente da oposição Alexei Navalny.

Navalny: Borrell diz que as relações Rússia/UE estão num ponto muito baixo

Navalny: Borrell diz que as relações Rússia/UE estão num ponto muito baixo

O chefe da diplomacia da União Europeia considerou hoje que as relações entre a Rússia e o bloco europeu atingiram um “ponto muito baixo” na sequência da detenção do dirigente da oposição Alexei Navalny.

“Com toda a certeza, as nossas relações estão severamente tensas e o ‘Caso Navalny’ é um ponto muito baixo”, disse Josep Borrel, chefe da diplomacia europeia, numa reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo Serguei Lavrov em Moscovo.

O ministro russo, sem se referir ao nome do oposicionista, disse que está disposto a “discutir qualquer assunto”, mas responsabilizou a União Europeia pelas tensões existentes. 

“O nosso principal problema é a ausência de normalidade nas relações entre a Rússia e a União Europeia. (…) É uma situação malsã e que não serve ninguém”, acrescentou Lavrov durante um encontro “franco” com Borrell.

A Rússia já tinha considerado “ingerência” as críticas europeias que denunciaram a perseguição e prisão de Navalny e a brutal repressão em relação aos protestos que se seguiram.

A União Europeia denunciou no ano passado o envenenamento, com um agente neurotóxico militar desenvolvido na época soviética, de que Navalny foi vítima em agosto de 2020 na Sibéria.

Os factos relacionados com o dirigente da oposição da Rússia desencadearam uma série de sanções contra altos responsáveis russos.

Moscovo recusa-se a admitir responsabilidades no “Caso Navalny” e não aceita as acusações de tentativa de assassínio, assim como não reconhece os resultados laboratoriais que identificaram o veneno, que afirma ser “uma conspiração ocidental”.

Navalny acusou Vladimir Putin de ter ordenado o assassínio e os serviços de informações russos (FSB) de terem executado a ordem.

PSP // FPA

Lusa/fim

 

 

 

 

By Impala News / Lusa

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