NATO reforça formação no Iraque e Portugal participará — ministro Defesa

Os ministros da Defesa da NATO decidiram reforçar as atividades de formação da missão da Aliança Atlântica no Iraque, e Portugal participará nesse processo, ainda que sem aumentar o seu contingente, anunciou hoje o ministro João Gomes Cravinho.

NATO reforça formação no Iraque e Portugal participará -- ministro Defesa

NATO reforça formação no Iraque e Portugal participará — ministro Defesa

Os ministros da Defesa da NATO decidiram reforçar as atividades de formação da missão da Aliança Atlântica no Iraque, e Portugal participará nesse processo, ainda que sem aumentar o seu contingente, anunciou hoje o ministro João Gomes Cravinho.

À saída de uma reunião ministerial de dois dias no «quartel-general» da Aliança, em Bruxelas, Gomes Cravinho indicou que, “sobre o Iraque há desenvolvimentos interessantes, na medida em que houve um consenso para reforçar as atividades de formação da missão da NATO no Iraque, e Portugal participará nesse processo”, que agora já tem o aval das autoridades iraquianas.

O ministro adiantou que, na quarta-feira à noite, chegou “uma carta da parte do primeiro-ministro do Iraque a reforçar o interesse na missão da NATO e mesmo no alargamento dessa missão”, uma condição considerada indispensável por vários aliados, incluindo Portugal.

O ministro sublinhou que esse convite formal de Bagdad “fornece uma base muito importante, na medida em que Portugal, como outros [aliados], sublinhou sempre a necessidade do respeito pleno pela soberania do Iraque e a necessidade de ter o interesse e o empenho das autoridades do Iraque na missão da NATO, portanto um avanço positivo nesse sentido”.

Gomes Cravinho explicou que aquilo a que os ministros da Defesa da Aliança Atlântica chegaram a acordo foi sobre um “ajustamento do mandato, no sentido de a NATO assumir mais responsabilidades de formação”, pelo que Portugal admite que o contingente de militares portugueses, que prestam atualmente formação no quadro da coligação internacional de combate ao autodenominado Estado Islâmico, possam passar a operar sob mandato da NATO.

“Em princípio, aquilo que significa é que estudaremos com os nossos aliados se faz sentido passarmos a nossa missão de formação da coligação internacional (…) para a missão da NATO, mas isso ainda não está decidido, visto que só agora temos esse convite formal por parte do Governo do Iraque”, disse.

Apontando que os Aliados deverão tomar decisões até final do corrente mês, João Gomes Cravinho disse que este reajustamento “em princípio não” implicará um aumento do contingente português no Iraque, mas sim “a continuidade do contingente que já lá está”, no mesmo enquadramento [da coligação internacional] ou num enquadramento novo (missão da NATO).

“Neste momento, não estamos a contemplar um reforço dos nossos militares no Iraque”, disse, lembrando que Portugal já tem uma “presença muito diversificada em missões internacionais, da NATO, da UE, e da ONU”.

O contingente português no Iraque integra a missão da coligação internacional liderada pelos EUA contra o `daesh´ e é composto por 34 elementos.

“Naturalmente que Portugal gostaria de ter mais presença em vários teatros, mas os nossos recursos são limitados e, proporcionalmente, o contributo que Portugal dá é muito mais significativo do que muitos, e creio que os portugueses devem ter orgulho em termos de quantidade e de qualidade naquilo que oferecemos em termos de promoção de segurança internacional”, declarou.

ACC // SF

By Impala News / Lusa

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