Montenegro considera imoral arrecadação de receita pelo Estado em período de crise

O líder do PSD, Luís Montenegro, disse hoje que o Governo socialista liderado por António Costa está a “arrecadar mais receita” através dos impostos e considerou imoral que o executivo “meta dinheiro no bolso” em época de crise.

Montenegro considera imoral arrecadação de receita pelo Estado em período de crise

Montenegro considera imoral arrecadação de receita pelo Estado em período de crise

O líder do PSD, Luís Montenegro, disse hoje que o Governo socialista liderado por António Costa está a “arrecadar mais receita” através dos impostos e considerou imoral que o executivo “meta dinheiro no bolso” em época de crise.

“É imoral quando as pessoas não têm dinheiro para pagar aquilo que é básico e o Governo esteja a meter o dinheiro das pessoas no bolso e nos cofres do Estado”, afirmou, realçando que em Portugal “nunca se pagaram tantos impostos como agora”.

Luís Montenegro falava no comício da Festa do PSD/Madeira, que hoje decorre na Herdade do Chão da Lagoa, nas montanhas sobranceiras ao Funchal, e que conta com a presença de milhares de pessoas.

“Impostos máximos e serviços mínimos”, criticou o líder social-democrata, reforçando: “Na altura em que os portugueses, as famílias, as empresas dão mais recursos ao Estado, para o Estado cuidar da vida das pessoas, recebem em troca os piores serviços públicos desde que há democracia em Portugal.”

O presidente do PSD subiu ao palco com os militantes e simpatizantes a gritar repetidamente: “Nós só queremos o Luís em São Bento”, ao que, depois, respondeu: “O Luís só para em São Bento”.

“Eu preciso do vosso apoio, porque preciso do vosso estímulo para ser o próximo primeiro-ministro de Portugal. E não é por minha causa, é por causa dos portugueses”, declarou.

O PSD é governo na Região Autónoma da Madeira desde 1976, tendo liderado com maioria absoluta até 2019, ano em que estabeleceu uma coligação com o CDS-PP.

Montenegro disse que o país “está mal” e “cada vez mais pobre”, porque o socialismo traz “pobreza e dificuldades”, e referiu que, nos últimos 27 anos, o PS governou 20, incluindo os últimos sete, que considera ser o período mais crítico.

“Sete anos de António Costa e o que é que nós temos?”, questionou, para logo dar a responda: “Um país mais pobre, um país com as pessoas a amontoarem-se à porta dos hospitais, com escolas com alunos que chegam ao fim do ano sem terem professores em algumas disciplinas, com a nossa economia a ser ultrapassada por todas as economias europeias.”

E concluiu: “Isto tem um responsável e esse responsável chama-se António Costa e o Partido Socialista.”

O líder social-democrata disse que “não vale a pena atirar areia para os olhos das pessoas” face à situação do país e apelou à mobilização dos militantes para “construir com paciência um Governo laranja para Portugal” e para dar ao PS uma “temporada muito grande na oposição”.

“Vamos juntar-nos, vamos unirmo-nos, vamos estar junto do povo, vamos falar daquilo que interessa às pessoas, vamos dizer ao Governo que está a ganhar dinheiro com o aumento dos preços em Portugal e não está a saber estar ao lado daqueles que não têm dinheiro para pagar as contas no final do mês”, afirmou, acrescentando: “Vamos dizer que hoje a alimentação está mais cara, hoje a energia está mais cara, hoje o gás está mais caro, hoje os combustíveis estão mais caros, mas o Governo está a arrecadar mais receita.”

Luís Montenegro sublinhou a importância do PSD/Madeira neste projeto e prometeu apoio da estrutura nacional no aprofundamento do sistema autonómico, nomeadamente através da revisão da Lei das Finanças Regionais e reforço do Centro Internacional de Negócios.

DC/AMB // HB

By Impala News / Lusa

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