Moçambique/Ataques: UCCLA lança campanha de angariação de fundos para apoiar vítimas de terror

A UCCLA, organização que reúne cidades lusófonas, vai lançar uma campanha de recolha de fundos para apoio às populações de Cabo Delgado, norte de Moçambique, vítimas de violência armada, e transferir para a Cruz Vermelha Internacional as verbas que angariar.

Moçambique/Ataques: UCCLA lança campanha de angariação de fundos para apoiar vítimas de terror

Moçambique/Ataques: UCCLA lança campanha de angariação de fundos para apoiar vítimas de terror

A UCCLA, organização que reúne cidades lusófonas, vai lançar uma campanha de recolha de fundos para apoio às populações de Cabo Delgado, norte de Moçambique, vítimas de violência armada, e transferir para a Cruz Vermelha Internacional as verbas que angariar.

“Ninguém pode ser indiferente. Moçambique vive momentos de dor e sofrimento, causados pelo terror. Momentos que impõem o dever de solidariedade para com as vítimas. Elas merecem todo o nosso apoio”, é a mensagem passada num vídeo, peça central da campanha, que decorrerá entre 20 e 26 de abril, mas que pode vir a ser prolongada, a ser transmitido pelos órgãos de comunicação social portugueses.

A iniciativa da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, que para o efeito abriu uma conta bancária no Millennium BCP, com o IBAN – PT50.0033.0000.45405035551.05, é apoiada pela Cruz Vermelha Portuguesa e pela Embaixada de Moçambique em Portugal.

A organização, que reúne 56 cidades associadas de África, América Latina, Ásia e Europa, auditará e fará a divulgação pública dos donativos, que serão transferidos para a Cruz Vermelha Internacional, para que a instituição, “através da representação que tem em Cabo Delgado, proceda à aquisição dos bens prioritários para as vítimas de Cabo Delgado”, explica a UCCLA através de um comunicado.

A violência armada em Cabo Delgado começou há mais de três anos, mas ganhou uma nova escalada há mais de duas semanas, quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multimilionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária em que já morreram mais de 2.500 pessoas e 700 mil pessoas estão deslocadas desde o início do conflito.

APL // JH

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS