Moçambique/Ataques: Suécia disponibiliza quase 700 mil euros para assistência a deslocados

A Suécia disponibilizou mais de 7 milhões de coroas suecas (689 mil euros) para deslocados devido aos conflitos armados em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Moçambique/Ataques: Suécia disponibiliza quase 700 mil euros para assistência a deslocados

Moçambique/Ataques: Suécia disponibiliza quase 700 mil euros para assistência a deslocados

A Suécia disponibilizou mais de 7 milhões de coroas suecas (689 mil euros) para deslocados devido aos conflitos armados em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Estamos confiantes de que este apoio humanitário, além do nosso apoio central ao ACNUR, ajudará a prestar assistência às pessoas deslocadas em Cabo Delgado e nas províncias vizinhas, particularmente às mulheres e meninas afetadas pela crise”, disse Mette Sunnergren, embaixadora da Suécia em Moçambique, citada num comunicado do ACNUR.

Além do apoio humanitário aos deslocados, a Suécia disponibilizou ainda 700 milhões de coroas suecas (69 milhões de euros) para a implementação das atividades do ACNUR em Moçambique.

Segundo o Alto Comissariado, o valor vai permitir a assistência e proteção de 27.000 refugiados e requerentes de asilo que vivem em Moçambique, bem como aos deslocados devido à violência em Cabo Delgado, “com números aumentando diariamente”.

“Estamos muito gratos por esta contribuição”, declarou Samuel Chakwera, representante do ACNUR em Moçambique, considerando que o apoio chega num “momento crucial”.

A Suécia é um dos mais importantes parceiros e maiores doadores do ACNUR, destacou o comunicado.

A Organização das Nações Unidas lançou, em dezembro de 2020, um apelo de 254 milhões de dólares (212 milhões de euros, no câmbio atual) para assistência humanitária às populações deslocadas na sequência de conflitos armados no norte de Moçambique.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes.

Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.

LYN // LFS

By Impala News / Lusa

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