Moçambique/Ataques: Primeira-dama oferece 50 toneladas de produtos a deslocados de Cabo Delgado

A primeira-dama moçambicana, Isaura Nyusi, ofereceu 50 toneladas de diversos produtos a um centro de acolhimento de deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Moçambique/Ataques: Primeira-dama oferece 50 toneladas de produtos a deslocados de Cabo Delgado

Moçambique/Ataques: Primeira-dama oferece 50 toneladas de produtos a deslocados de Cabo Delgado

A primeira-dama moçambicana, Isaura Nyusi, ofereceu 50 toneladas de diversos produtos a um centro de acolhimento de deslocados devido à violência armada em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Tendo em conta a situação dos deslocados, “o apoio é insuficiente”, mas espera-se que “minimize o sofrimento” daquelas pessoas, disse Isaura Nyusi, no âmbito da visita que realiza àquela província do norte de Moçambique, citada hoje pelo jornal “O País”.

O apoio, em produtos alimentares e de higiene, foi entregue ao centro de acolhimento 03 de fevereiro, no distrito de Metuge, em Cabo Delgado e que alberga cerca de três mil deslocados, na sua maioria mulheres e crianças.

Durante a visita ao centro, a primeira-dama pediu que as famílias mantenham a esperança, pois “apesar do sofrimento, melhores dias virão.”

“O Governo está a trabalhar para repor a segurança e garantir o regresso às vossas casas e normalização das vossas vidas, por isso pedimos que tenham esperança, este problema um dia vai passar”, disse.

A capital provincial, Pemba, tem sido o principal refúgio para as pessoas que procuram abrigo e segurança em Cabo Delgado, mas há quem prefira fugir para outros distritos e até províncias da região, com destaque para Nampula.

A violência armada em Cabo Delgado, província onde avança o maior investimento privado para a exploração de gás natural em África (liderado pela Total), já causou a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas.

De acordo com as Nações Unidas, a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

EYAC // JH

By Impala News / Lusa

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