Moçambique/Ataques: Governo indica comandante da zona de operação especial do megaprojeto de gás

O ministro do Interior moçambicano conferiu hoje posse a António Bachir, o novo primeiro adjunto de comandante da zona de operação especial em Afungi, onde estão a ser desenvolvidos os projetos para exploração de gás.

Moçambique/Ataques: Governo indica comandante da zona de operação especial do megaprojeto de gás

Moçambique/Ataques: Governo indica comandante da zona de operação especial do megaprojeto de gás

O ministro do Interior moçambicano conferiu hoje posse a António Bachir, o novo primeiro adjunto de comandante da zona de operação especial em Afungi, onde estão a ser desenvolvidos os projetos para exploração de gás.

“Não é mais um posto, mas antes uma responsabilidade acrescida e o Estado espera inovação, perícia, experiência e ciência”, disse Amade Miquidade, durante a cerimónia de tomada de posse de António Bachir na Escola Prática da Polícia, nos arredores de Maputo.

A criação de uma zona de operação especial em Afungi, anunciada na terça-feira, visa proteger a área em que estão a ser desenvolvidos projetos para a exploração de gás, liderados pela petrolífera Total.

“Estaremos aqui para dinamizar [a região]”, declarou o governante.

As Forças de Defesa e Segurança designam como “teatro especial de operações” zonas do território nacional onde têm em curso intervenções específicas – como o Teatro Operacional Norte para o conflito com rebeldes armados em Cabo Delgado ou o Teatro Operacional Centro, onde as autoridades perseguem um grupo de dissidentes do principal partido de oposição acusado de protagonizar ataques que provocaram a morte de 30 pessoas desde 2019.

Moçambique conta com quatro zonas de operação especial.

Além de António Bachir, na cerimónia de hoje o ministro do Interior conferiu posse a sete outros oficiais que vão passar a despenhar cargos de chefia na polícia moçambicana.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.

LYN (EYAC) // LFS

By Impala News / Lusa

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