Moçambique/Ataques: FAO presta assistência a 20 mil famílias deslocadas em Cabo Delgado

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou hoje que está a fornecer assistência humanitária a mais de 20 mil famílias deslocadas devido aos ataques armados em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

Moçambique/Ataques: FAO presta assistência a 20 mil famílias deslocadas em Cabo Delgado

Moçambique/Ataques: FAO presta assistência a 20 mil famílias deslocadas em Cabo Delgado

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou hoje que está a fornecer assistência humanitária a mais de 20 mil famílias deslocadas devido aos ataques armados em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

A FAO já mobilizou cerca de 3,9 milhões de dólares (três milhões de euros) para garantir meios de subsistência, compostos por sementes e ferramentas agrícolas, a cerca de 100 mil pessoas, de acordo com um comunicado enviado à Lusa.

“Apoiar as comunidades é um passo importante para fomentar a coesão social e a solidariedade, proporcionando oportunidade às famílias deslocadas para melhorar a sua segurança alimentar e geração de rendimentos”, disse o representante da FAO em Moçambique, Hernâni da Silva, citado na mesma nota.

A distribuição de insumos e ferramentas agrícolas visa permitir que as pessoas produzam alimentos, reduzindo a dependência, salientou.

Além dos deslocados, a ajuda é também destinada às famílias afetadas pelo ciclone Keneth, que se abateu sobre a província em 2019, e às famílias anfitriãs, que tem acolhido as pessoas em situação de vulnerabilidade.

“As pessoas aqui estão enfrentando muito: o ciclone, a pandemia e o conflito”, lamentou o coordenador sub-regional da FAO para a África Austral, Patrice Talla, referindo que “é crucial começar a reconstruir os meios de subsistência dessas comunidades e fornecer-lhes perspetivas de longo prazo”.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo fundamentalista Estado Islâmico desde 2019.

LYN // EJ

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS