Moçambique/Ataques: Bispos portugueses pedem apoio internacional para “problemas graves”

A Conferência Episcopal Portuguesa apelou ao governo de Moçambique e às instituições internacionais para a devida solução dos seus “problemas graves”, referindo-se aos ataques em Moçambique e à respetiva crise humanitária, que afeta parte de África.

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Moçambique/Ataques: Bispos portugueses pedem apoio internacional para “problemas graves”

A Conferência Episcopal Portuguesa apelou ao governo de Moçambique e às instituições internacionais para a devida solução dos seus “problemas graves”, referindo-se aos ataques em Moçambique e à respetiva crise humanitária, que afeta parte de África.

“A situação da diocese de Pemba esteve presente nas preocupações e na oração desta assembleia, que lhe expressa a sua solidariedade e apela ao governo de Moçambique e às instituições internacionais para a devida solução dos seus graves problemas”, refere a nota da CEP, lida durante a conferência de imprensa de encerramento da Assembleia Plenária.

“Unimo-nos para procurar encontrar soluções e não é só o problema de Pemba. Isto é algo que nasce na Somália, passou pelo Quénia, vai descendo por ali abaixo até à Tanzânia e agora está em Moçambique. É preciso não deixar espalhar esta situação. São tendências que se alimentam de tantos componentes, onde a falta de presença efetiva de segurança e de meios de subsistência, leva a que muita gente adira também a estes movimentos”, constatou o presidente da CEP, José Ornelas.

O também bispo de Setúbal abordou as eleições americanas, esperando que “tudo se resolva no sentido da democracia”.

José Ornelas lembrou a divisão do país e a necessidade de “uma cultura de humanização, mas também de abertura ao mundo”.

“Nenhum país, por maior que seja, pode dizer que vive sozinho. Se há uma coisa que este mundo precisa é precisamente quem tem mais responsabilidade que a exerça no sentido de criar sintonias a nível geral. Temos um mundo globalizado: globalizámos a economia, viagens e comunicações, mas também erguemos, como nunca, muros e barreiras e isso é complicado”, salientou.

O presidente da CEP apela ainda para que se consiga “globalizar sistemas de justiça, de direitos humanos e de encontro do bem-estar de todo o mundo para cuidar do planeta”.

“Isto tem sido, concretamente nos Estados Unidos, uma batalha muito grande. Era bom que, neste grande país que tanto tem dado ao mundo e tem tanto para dar, se entre no consenso de boas vontades para criar um mundo melhor.”

Na noite de terça-feira (quarta-feira em Lisboa e Maputo), o secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se “chocado” com os “recentes relatos de massacres perpetrados por grupos armados não estatais em várias aldeias na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, incluindo a decapitação e rapto de mulheres e crianças”.

A violência armada está a provocar uma crise humanitária com cerca de 2.000 mortes e 435.000 pessoas deslocadas para províncias vizinhas, sem habitação, nem alimentos suficientes – concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

EYC (LFO) // PA

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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