MNE ucraniano pede ao G7 e à UE sanções que “matem” indústria de mísseis e drones russa

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia instou hoje o G7 e a União Europeia a “matar” a indústria de mísseis e drones da Rússia, impondo fortes sanções, após novos ataques a várias regiões do país.

MNE ucraniano pede ao G7 e à UE sanções que

MNE ucraniano pede ao G7 e à UE sanções que “matem” indústria de mísseis e drones russa

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia instou hoje o G7 e a União Europeia a “matar” a indústria de mísseis e drones da Rússia, impondo fortes sanções, após novos ataques a várias regiões do país.

“Cada onda de mísseis esgota ainda mais os ‘stocks’ russos. Mas eles ainda são capazes de produzir novos. Podemos e devemos acabar com a sua indústria de mísseis e drones através de um ataque massivo de sanções”, escreveu Dmytro Kuleba, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

Várias regiões ucranianas declararam alerta esta tarde na sequência de um novo conjunto de ataques de mísseis russos que atingiram áreas residenciais e infraestruturas estratégicas, segundo fontes ucranianas.

O vice-chefe do gabinete do Presidente ucraniano, Kyrylo Tymoshenko relatou “notícias terríveis” em Dnipro, onde equipas de resgate retiraram um total de 15 pessoas dos escombros de um prédio de nove andares.

Pouco depois, o chefe da administração militar regional de Dnipropretrovsk, Valentin Reznichenko, também avançou que 10 pessoas ficaram feridas nos ataques, três delas gravemente, acrescentando que entre os feridos se contavam duas crianças.

As administrações militares deram ainda conta da ativação de sistemas de defesa antiaérea nas regiões de Mykolaiv e Odessa e em Kharkiv e Lviv foram relatados ataques de mísseis contra instalações críticas de energia.

“Foram adotados cortes de energia de emergência” após dois ataques contra a infraestrutura [de energia da região], disse o governador da região de Kharkiv, Oleg Sinegoubov.

Também em Lviv, as autoridades alertaram para a probabilidade de serem feitas interrupções no fornecimento de água e de eletricidade.

Os ataques russos foram realizados pouco depois de o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, ter telefonado ao seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para lhe anunciar que vai “intensificar o apoio britânico” com o “envio de tanques ‘Challenger 2’ e sistemas de artilharia adicionais”.

Com o envio dos ‘Challenger 2’, o Reino Unido torna-se na primeira potência ocidental a enviar tanques de primeira linha para Kiev, que tem multiplicado os pedidos de apoio em material e equipamento militares. Isto apesar dos receios, no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), de que esta decisão possa ser considerada pela Rússia como uma escalada da guerra.

A diplomacia russa garantiu já que o envio dos tanques para a Ucrânia vai apenas “intensificar os combates”, referindo existirem poucas hipóteses de mudar a situação no campo de batalha.

“O envio de tanques não vai, de forma alguma, acelerar o fim das hostilidades militares, mas apenas intensificá-las, causando mais baixas”, disse a embaixada da Rússia em Londres, num comunicado, acrescentando que é “pouco provável” que esses tanques ajudem o exército ucraniano a “virar a situação”.

Entretanto, o Ministério do Interior da Moldova comunicou nova descoberta no país de restos de um míssil, “com origem nos ataques russos contra a Ucrânia”.

A polícia daquele Estado vizinho da Ucrânia adiantou que os destroços estavam no norte, na zona fronteiriça de Briceni.

“Foram imediatamente tomadas medidas para proteger a área e o serviço de emergência foi alertado”, garantiu o ministério.

“Este é o terceiro caso de restos de ‘rockets’ russos em território moldavo”, alertaram as autoridades do país.

PMC // SLX

By Impala News / Lusa

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