MNE guineense diz que para si é “irrelevante” decisão do PAIGC de a suspender

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, disse hoje que para si é “irrelevante” a decisão do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde de a suspender durante cinco anos.

MNE guineense diz que para si é

MNE guineense diz que para si é “irrelevante” decisão do PAIGC de a suspender

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, disse hoje que para si é “irrelevante” a decisão do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde de a suspender durante cinco anos.

“O que quero dizer é que é uma decisão que para mim é irrelevante, aliás, a prova disso é que eu é que praticamente é que suspendi a minha militância no PAIGC por não me identificar com a atual direção”, afirmou Suzi Barbosa.

A chefe da diplomacia guineense falava no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, proveniente de Dacar, Senegal, onde participou no Fórum sobre Cooperação China-África (Focac).

“O que importa para mim enquanto guineense é servir a Guiné-Bissau, servir os guineenses, não um partido político, sirvo à bandeira da Guiné-Bissau, mas não às cores de um partido”, salientou a ministra.

O PAIGC suspendeu por um período de cinco anos a militância no partido da atual chefe da diplomacia guineense, Suzi Barbosa.

O acórdão do conselho nacional de jurisdição e fiscalização do partido, divulgado à imprensa, considera como “provado” que Suzi Barbosa “coadjuvou o autoproclamado Presidente no seu reconhecimento internacional”, quando ainda decorria um contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, e que a atual ministra “acusou o partido de ser apegado ao poder, de corromper os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, e de falta de honestidade no que se refere aos resultados eleitorais”.

O acórdão considera também como provado que Suzi Barbosa “acusou o candidato presidencial do partido de ter conhecimento da perda de eleições” e “abandonou o Governo sem justificações ao partido e participou em outro sem anuência dos órgãos” do PAIGC.

Para o conselho nacional de jurisdição e fiscalização, Suzi Barbosa “demonstrou o seu desinteresse em cumprir com as regras do PAIGC, pois afirmou que antes de ser membro do PAIGC é guineense”.

O acórdão refere também que a ministra foi chamada “para ser interpelada sobre as suas atitudes em relação ao partido e não respondeu e nem compareceu às inúmeras convocatórias, que lhe foram dirigidas”.

Suzi Barbosa ocupava funções de ministra dos Negócios Estrangeiros no Governo liderado pelo PAIGC, em 2019, após ter vencido as eleições legislativas.

Após a realização de eleições presidenciais, no mesmo ano, o candidato do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi dado como derrotado pela Comissão Nacional de Eleições e interpôs um recurso de contencioso eleitoral.

O candidato dado como vencedor, Umaro Sissoco Embaló, atual chefe de Estado, decidiu assumir o poder sem esperar pela decisão do Supremo Tribunal de Justiça, e demitiu o Governo do PAIGC, liderado por Aristides Gomes.

Na altura, Suzi Barbosa acompanhou Umaro Sissoco Embaló em viagens internacionais, tendo sido depois nomeada chefe da diplomacia guineense pelo atual Presidente.

MSE // LFS

By Impala News / Lusa

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