Missão de segurança europeia no estreito de Ormuz seria “lançar achas para a fogueira” – embaixador

O Irão considerou hoje que uma eventual missão de países europeus para proteger navios no estreito de Ormuz seria “lançar achas para a fogueira”, um dia depois de Londres anunciar que pretende organizar uma operação desse tipo.

Missão de segurança europeia no estreito de Ormuz seria

Missão de segurança europeia no estreito de Ormuz seria “lançar achas para a fogueira” – embaixador

O Irão considerou hoje que uma eventual missão de países europeus para proteger navios no estreito de Ormuz seria “lançar achas para a fogueira”, um dia depois de Londres anunciar que pretende organizar uma operação desse tipo.

Em declarações a jornalistas, o embaixador do Irão em Portugal disse que Teerão pensa que a segurança daquela zona deve depender apenas dos países da região.

“Portanto qualquer tentativa de países fora da região para fazer aumentar a tensão de uma situação já delicada seria lançar achas para a fogueira”, declarou Morteza Damanpak Jami.

“Este tipo de atenção não vai ajudar a resolver a situação”, adiantou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, anunciou na segunda-feira que o governo britânico quer organizar uma missão de proteção marítima com outros países europeus para garantir a passagem de navios de mercadorias no Estreito de Ormuz.

A crise entre o Irão e o Reino Unido agravou-se na sexta-feira com a captura, pelos Guardas da Revolução iranianos, do petroleiro britânico “Stena Impero”.

Desde 04 de julho está retido em Gibraltar o petroleiro iraniano “Grace 1”, alegadamente por transportar petróleo para a Síria, um país sob sanções internacionais.

O embaixador iraniano em Lisboa garantiu que o Irão sabe que o Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz são “muito importantes” para todo o mundo devido à quantidade de petróleo que é transportada pela zona, mas assinalou que historicamente o seu país tem tido a custódia do estreito, é o responsável pela segurança na zona.

Morteza Damanpak Jami classificou a apreensão pelas autoridades britânicas do petroleiro iraniano em Gibraltar como “pirataria estatal”.

“Acreditamos que foi uma ação politicamente motivada tomada pelo Reino Unido”, possivelmente a pedido dos Estados Unidos, “foi um erro”, disse.

O diplomata alegou que se Londres impõe sanções à Síria não pode impô-las extraterritorialmente, ou seja, a um terceiro país.

Quanto ao petroleiro britânico, o “Stena Impero”, o embaixador do Irão em Portugal disse tratar-se de uma “questão técnica”.

As autoridades iranianas pediram para o investigar “porque havia um possível caso de poluição” relacionado com o petroleiro, explicou.

“Por isso, foi detido para fazer as investigações necessárias e garantir que a segurança da navegação está a ser observada”, disse ainda.

O novo embaixador do Irão em Portugal apresentou as suas credenciais ao Presidente da República na semana passada e o seu “principal objetivo” no novo posto é “desenvolver as já amistosas relações entre o Irão e Portugal”.

PAL // EL

By Impala News / Lusa

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