Ministro da Economia defende que viagens devem ser avaliadas “através do certificado covid”

Pedro Siza Vieira defendeu hoje que as viagens internacionais devem ser avaliadas “através do certificado covid”, na sequência de o governo francês ter desaconselhado viagens não essenciais para Portugal.

Ministro da Economia defende que viagens devem ser avaliadas

Ministro da Economia defende que viagens devem ser avaliadas “através do certificado covid”

Pedro Siza Vieira defendeu hoje que as viagens internacionais devem ser avaliadas “através do certificado covid”, na sequência de o governo francês ter desaconselhado viagens não essenciais para Portugal.

“Eu acho que nós devemos fazer aquilo que na presidência do Conselho da União Europeia sustentámos, que é esta questão das viagens deve ser essencialmente avaliada através do certificado covid”, afirmou o ministro.

Na conferência de imprensa no final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, em Lisboa, o Governo foi questionado sobre a posição do Governo francês e se os emigrantes portugueses que vivem em França poderão viajar para Portugal sem problemas.

Pedro Siza Vieira explicou que o certificado permite “que se encare as questões das deslocações internacionais menos em função do risco que uma determinada região pode representar, mas avaliando a situação concreta da pessoa que pretende viajar” e sustentou que “a pessoa que pretende viajar através do certificado covid demonstra que tem um risco menor, não é uma garantia a 100% que não esteja infetado ou que não possa contagiar, mas que representa um risco menor para os outros”.

“É essa aproximação que estava no certificado covid e que neste momento Portugal entende que deve prevalecer”, acrescentou.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital deu também o exemplo da Alemanha que, “durante algumas semanas, estabeleceu que os viajantes que viessem de Portugal e regressassem à Alemanha teriam que fazer uma quarentena porque se pretendia evitar que eventualmente pudesse ser transportada a variante Delta, que era prevalecente em Portugal, para a Alemanha”.

Porém, “a partir do momento em que o governo alemão constatou que a variante Delta já está disseminada na comunidade na Alemanha, deixou de haver essa restrição”, observou, considerando que é também “um pouco a mesma coisa” que ocorreu “relativamente à proibição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa”.

O secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus desaconselhou as viagens a Portugal e a Espanha, admitindo o reforço de medidas de combate à pandemia de covid-19, em particular por causa do risco de propagação na variante Delta do novo coronavírus.

O Governo português já tinha comentado hoje a posição do executivo francês de desaconselhar viagens não essenciais para Portugal, através do ministro dos Negócios Estrangeiros.

Augusto Santos Silva disse compreender a posição do governo francês mas lembrou que este conselho deve ser enquadrado com as decisões da União Europeia quanto às viagens.

Em declarações à agência Lusa, governante lembrou que, desde o dia 01 de julho, as pessoas que estejam vacinadas, imunizadas ou que realizem teste negativo à covid podem circular livremente pela União Europeia e sublinhou a exceção: “nas zonas consideradas vermelho escuro, de muito alta prevalência do vírus, o Estado membro pode desencorajar viagens não essenciais nessas zonas”.

Santos Silva recordou ainda que as viagens das pessoas que pretendem reunir-se com a família, como é o caso dos emigrantes portugueses, se enquadram na classificação de viagens essenciais.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.004.996 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 185 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.135 pessoas e foram registados 899.295 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

FM (SO/RJP) //

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS