Ministro cabo-verdiano pede envolvimento da população do Fogo para travar pandemia

O ministro da Saúde cabo-verdiano pediu às autoridades da ilha do Fogo que envolvam a população, pela “responsabilização coletiva e individual”, no combate à pandemia de covid-19, cuja transmissão local continua a crescer.

Ministro cabo-verdiano pede envolvimento da população do Fogo para travar pandemia

Ministro cabo-verdiano pede envolvimento da população do Fogo para travar pandemia

O ministro da Saúde cabo-verdiano pediu às autoridades da ilha do Fogo que envolvam a população, pela “responsabilização coletiva e individual”, no combate à pandemia de covid-19, cuja transmissão local continua a crescer.

Arlindo do Rosário falava aos jornalistas após uma reunião, em São Filipe, com várias autoridades daquela ilha, num dia em que localmente foram registados mais 26 casos positivos de covid-19, entre 92 amostras analisadas.

Com 158 casos ativos da doença, entre os três concelhos da ilha – São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina -, o Fogo é já o segundo principal foco da covid-19 em Cabo Verde, apenas atrás da cidade da Praia (356 casos ativos), pouco mais de dois meses depois de o primeiro doente ter sido diagnosticado localmente com o novo coronavírus.

“Uma mensagem de integração e do envolvimento da população, a responsabilização coletiva e individual”, apelou o ministro da Saúde, acrescentando que as medidas administrativas e legislativas que podem ser tomadas pelo Governo não serão suficientes sem essa “assunção de responsabilidades” pela população, nomeadamente nas medidas de autoproteção.

“Não quero com isto dizer que nós estamos a colocar a responsabilidade nas pessoas, o Governo assume as suas responsabilidades”, disse ainda Arlindo do Rosário.

O governante insistiu que além da integração da população na luta contra a pandemia, é também necessário melhorar a estratégia de comunicação, que não pode ser apenas “institucional”, mas deve “ouvir” as pessoas e falar abertamente sobre a pandemia.

Desde 17 de agosto, quando o primeiro caso surgiu na ilha, no concelho de Mosteiros, num surto inicial que obrigou à mobilização de militares para controlar os acessos à localidade e tentar travar a progressão da doença, o Fogo já somou 438 casos diagnosticados de covid-19 e cinco óbitos, estando, tal como a ilha de Santiago (Praia), em estado de calamidade.

Apesar destes números, Arlindo do Rosário não apontou a necessidade de medidas restritivas, insistindo no apelo às autoridades da ilha para uma “integração” da população nas ações no terreno.

Durante a visita ao Fogo, o ministro anunciou ainda a saída do cargo do atual diretor nacional de Saúde, Artur Correia, que tem liderado a resposta das autoridades sanitárias à pandemia e que esta semana passará à reforma. Será substituído a partir de sexta-feira por Jorge Noel Barreto, atual diretor do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças.

Cabo Verde registou hoje mais 62 novos casos do novo coronavírus, elevando para 8.944 o total acumulado de infeções desde 19 de março, com 95 óbitos associados à doença no mesmo período.

O Presidente da República cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, pediu hoje às autoridades nacionais que transmitam uma mensagem de “confiança e serenidade” à população, para que as pessoas também assumam as suas responsabilidades.

Admitiu, em declarações aos jornalistas após reunir o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), que os números da pandemia em Cabo Verde são “elevados”, mas ressaltou que isso resulta de o facto de o país estar a “testar cada vez mais”.

Jorge Carlos Fonseca destacou ainda, nesta reunião, o apoio e envolvimento das Forças Armadas no combate à pandemia em Cabo Verde.

PVJ // JLS

By Impala News / Lusa

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