Ministra da Agricultura quer maior mobilização de fundos para gestão da água

A ministra da Agricultura e da Alimentação defendeu hoje uma maior mobilização de fundos europeus e o envolvimento o Banco Europeu de Investimento no desenvolvimento de um instrumento para a questão da água, semelhante ao da energia.

Ministra da Agricultura quer maior mobilização de fundos para gestão da água

Ministra da Agricultura quer maior mobilização de fundos para gestão da água

A ministra da Agricultura e da Alimentação defendeu hoje uma maior mobilização de fundos europeus e o envolvimento o Banco Europeu de Investimento no desenvolvimento de um instrumento para a questão da água, semelhante ao da energia.

Falando numa audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Pescas, sobre os efeitos da seca extrema no setor agrícola e o aumento dos custos de produção, Maria do Céu Antunes começou per referir ser hoje consensual “que precisamos de assegurar a disponibilidade de água e de promover práticas de uso eficiente deste que é um bem cada vez mais escasso” de forma a garantir a autonomia estratégica alimentar da União Europeia.

“E se temos verbas disponíveis nos planos estratégicos, elas são manifestamente insuficientes para acelerarmos este processo”, disse a ministra, defendendo por isso que se assuma como prioritário a construção de um programa europeu para a gestão da água semelhante ao ‘RepowerEU’, “que mobilize outros fundos europeus e que possa também envolver o Banco Europeu de Investimento”.

O desenvolvimento, a nível da União Europeia, para a gestão da água de um instrumento semelhante àquele criado para a energia (o ‘Repower’), para salvaguardar a produção agrícola, já tinha sido defendido por Maria do Céu Antunes, no início desta semana, no último conselho ‘Agrifish’.

No início destas audições, que resulta de requerimentos do Chega e do PSD sobre, respetivamente, os efeitos da seca extrema no setor agrícola e sobre o aumento dos custos de produção, a ministra referiu os vários apoios e instrumentos que têm sido disponibilizados para mitigar a conjuntura adversa que os agricultores e pescadores enfrentam.

Neste contexto indicou a eletricidade verde, com 20 milhões de euros, cujo período de candidaturas terminou no dia 30 de junho, estando os primeiros pagamentos, para setembro, com retroatividade a janeiro de 2021, ou os 500 milhões de euros para pagar os adiantamentos de 50% Pedido Único de 2022, a que se candidataram 35.960 agricultores num valor total de 236 milhões de euros milhões de euros.

LT // JNM

By Impala News / Lusa

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