Militante da oposição acusado de tentar matar Presidente da Guiné Equatorial

Militante da oposição acusado de tentar matar Presidente da Guiné Equatorial

Um ativista e militante da Convergência para a Democracia Social (CPDS), oposição na Guiné Equatorial, está em prisão preventiva após ter sido acusado de tentar assassinar o Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema, anunciou o partido.

“O juiz de instrução refere ‘indícios’ na decisão para a prisão preventiva, mas não especifica de que se indícios se tratam, que sejam probatórios de que pudesse haver um delito como é a tentativa de assassinato”, assinalou em comunicado o CPDS, que afirma ter acedido ao documento assinado por um juiz de Malabo, Óscar Besekú Eñeso.

Em 01 de março, a justiça da Guiné Equatorial ditou a prisão preventiva de Joaquín Eló Ayeto, que está numa ‘cela isolada’ na prisão de Black Beach, na capital, Malabo, e sobre a qual recaem várias denúncias de violações de direitos humanos.

Na véspera de ter sido presente a tribunal, o opositor referiu ter sido torturado no posto central da polícia de Malabo, onde esteve detido no final de fevereiro por ter comentado “algures”, que o Presidente Obiang “não regressará do périplo que está a realizar pelo país”, acrescentou o CPDS.

A organização não-governamental (ONG) EG Justice, que defende os direitos humanos da Guiné Equatorial, condenou a “detenção arbitrária” de Joaquín Eló Ayeto e exigiu ao Governo equato-guineense a sua libertação.

No passado mês de fevereiro, os grupos de defesa dos direitos humanos denunciaram a morte de Onofre Otogo, um equato-guineense sem militância política conhecida, mas detido após o seu alegado envolvimento numa suposta tentativa de golpe de Estado, em 2017.

Em novembro de 2018, Teodoro Obiang Nguema expulsou 42 militantes do partido no poder, o Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), pelo seu alegado envolvimento no golpe, que as autoridades equato-guineenses disseram ter frustrado.

As autoridades acreditam que um grupo de mercenários oriundos do Chade, Sudão e República Centro-Africana entraram na Guiné Equatorial em 24 de dezembro de 2017 para atacar Obiang, uma iniciativa que o Governo associou à “oposição radical, tanto do interior como do exterior”.

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, dirige o país desde 1979, tendo chegado ao poder através de um golpe de Estado, e é o chefe de Estado há mais tempo em exercício em África.

Desde a independência de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial tem sido considerada pelas organizações defensoras dos direitos humanos como um dos mais países mais corruptos e repressivos do mundo.

A Guiné Equatorial aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em 2014.

JYO (MBA) // JH

By Impala News / Lusa

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